Volkswagen tem parte da produção interrompida devido aumento de casos de Covid-19 na China

As duas linhas em Changchun foram interrompidas por falta de peças disponíveis

Publicidade

Publicidade

Nesta segunda-feira (28), a agência Automotive News, informou que a joint-venture entre Volkswagen e a chinesa FAW em Chengdu interromperam a produção na semana passada devido ao aumento de casos de coronavírus no país, e duas das cinco linhas de produção da fábrica em Changchun estão suspensas.

Segundo o porta-voz, as duas linhas em Changchun foram interrompidas por falta de peças disponíveis. Outras unidades continuam operando, mas a situação é tensa, disseram representantes da empresa.

Protestos 

Publicidade

Os protestos começaram na semana passada na maior fábrica de montagem de iPhones do mundo, na cidade de Zhengzhou, em oposição à política restritiva Covid-zero, estabelecida pelo governo. Vídeos nas mídias sociais mostraram trabalhadores confrontando a polícia de choque depois que as autoridades tentaram fechar as instalações após um surto. 

Eles continuaram tomando grandes proporções em diferentes cidades da China neste fim de semana, incluindo Chengdu, Xangai, Pequim e Lanzhou, em decorrência do aumento das frustrações da população com a política de tolerância zero promovida pelo governo no combate ao aumento dos casos de coronavírus.

Publicidade


Publicidade

Os sinais de que as pessoas estão fartas estão se tornando cada vez mais dramáticos e raros protestos irromperam em um país onde as autoridades tradicionalmente reprimem qualquer sinal de dissidência.

Embora o número de casos seja considerado baixo para os padrões globais, a China já atingiu recordes diários, com os residentes de Chengdu submetidos a testes em massa de 23 a 27 de novembro.

Publicidade

Publicidade

Paralisação das fábricas 

Os protestos dos funcionários nas fábricas Foxconn também ocorreram pelo não pagamento do valor extra prometido, por conta das novas regras rígidas de lockdown, que acabaram provocando um confronto com policiais em Zhengzhou. A empresa se desculpou pelo “erro técnico” e disse que fará o pagamento. Mas, a situação continua tensa. 

Outras montadoras também monitoram a evolução dos casos, o presidente-executivo da BMW, Oliver Zipse, disse na última sexta-feira (25) que as fábricas da empresa na China estavam funcionando normalmente, mas que os escritórios estavam fechados com funcionários trabalhando em casa.

Publicidade

Zipse admitiu que teme por novos lockdowns na China em 2023, ainda que a situação da BMW no mercado chinês, e no mundo inteiro, seja positiva para o ano que vem.

Ações da apple cai, e Iphone 14 corre risco de ficar em falta /Foto: Reprodução

Mercado europeu fecha em queda em decorrência de protestos e ações da Apple cai 

Os principais mercados acionários da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira, por conta dos protestos contra a política de covid-zero na China, visto que estes feitos contaminaram a aptidão ao risco dos investidores. 

Publicidade

Além disso, comentários “hawkish” de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), que continuam a indicar mais altas de juros pela frente a fim de controlar a inflação, contribuíram para pressionar os índices.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,65%, a 437,86 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu de 0,17%, a 7.474,02 pontos, pressionado por ações do setor petroleiro, como BP (-0,94%) e Shell (-0,21%), que acompanharam o movimento do óleo no mercado futuro.


As ações da Apple caíam cerca de 2%, uma vez que a crescente agitação de trabalhadores na maior fábrica de iPhone do mundo alimenta preocupações com a produção de iPhones 14.

A Bloomberg News disse no início desta segunda-feira, citando uma fonte, que pode haver falta de 6 milhões de unidades do iPhone Pro em 2022 devido a problemas relacionados à produção, já que a fábrica da Foxconn, fornecedora da Apple, pode sofrer uma queda adicional nas entregas de novembro,por conta dos milhares de funcionários que se demitiram em meio ao descontentamento com as rígidas restrições da Covid-19.

Mesmo com a flexibilização das restrições em algumas regiões do país nesta segunda, às autoridades chinesas reafirmaram seu compromisso com a estratégia de covid-zero, apesar das multidões protestarem nas ruas.

Publicidade