Vivara (VIVA3) anuncia inclusão de aditivo em seu acordo com acionistas

Entenda as principais mudanças que poderão ocorrer a partir deste anúncio

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A Vivara (VIVA3) divulgou nesta terça-feira (11), uma atualização em relação ao aditivo que foi posto em seu acordo com acionistas, podendo ser este um movimento positivo para os investidores. 

Sendo ela uma das mais conhecidas empresas brasileiras na fabricação e comercialização de jóias, na qual foi lançada em 2019 na Bolsa de Valores de São Paulo com o valor de R$ 5,7 bilhões, veio a ganhar ainda mais notoriedade e destaque ao realizar essa última publicação.

O que irá mudar ?

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A principal mudança refere-se a uma redução das ações vinculadas ao acordo de 57,9% para 39,7%, com a redução significativa da participação do Márcio Kaufman (ex-CEO) sendo o principal destaque (de 20% para 2%). 


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“Apesar de que isso pode ser visto como um risco negativo para a dinâmica do papel, dado um evidente evento de liquidez a caminho, o acordo traz diversas condições para uma possível venda ocorrer, enquanto o principal desconforto dos investidores com o papel é sua baixa liquidez”. Apontam os analistas da XP, que permanecem com recomendação de compra para os ativos.

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Destaques em relação às principais mudanças à partir do aditivo da Vivara

Redução das ações vinculadas ao acordo para 37,9%, de 57,9% antes, com a principal mudança sendo a participação do Márcio Kaufman (ex-CEO).

Adição de cláusulas de lock-up (tranca): i) um lock-up de 2 anos para venda das ações não vinculadas do Nelson (pai de Márcio); ii) o lock-up do Márcio é condicionado ao Nelson permanecer como um acionista da Vivara; e iii) um lock-up geral para as ações vinculadas ao Nelson, Marina (irmã de Márcio) e Paulo (sendo este atual CEO da companhia) durante o prazo do acordo.

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O Acordo será válido por 15 anos (versus 5 anos antes), com renovação automática por 10 anos.

Adição de diversas condições para uma eventual venda das Ações (Não Vinculadas), condicionando que ela seja feita através de i) uma oferta secundária caso seja superior à R$500 milhões; ii) um block trade ou oferta secundária caso esteja entre R$100 e R$500 milhões; e iii) não ultrapasse 15% do valor diário negociado caso seja inferior a R$100 milhões.

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Potenciais motivos para a inserção do aditivo

Uma das maneiras encontradas por Márcio para se desvincular da companhia foi a adição do acordo mencionado, pois ele vinha enfrentando dificuldades em seu relacionamento com o pai, Nelson, na qual também transferiu 5% do capital. Lembrando que Márcio deixou a Vivara em fevereiro de 2021, após 10 anos em seu comando.

Imagem Ilustrativa/Foto: Reprodução

Conforme destacou o Brazil Journal em reportagem, Marcio Kaufman passa a ter 12,25% do capital da empresa livres para a venda, e continuará com outros 2% vinculados ao acordo de acionistas. Sua irmã Marina terá 0,75% do capital desvinculado do acordo, e o CEO Paulo Kruglensky, 0,2%. Essas fatias também estão livres para venda, totalizando 13,2% do capital da companhia disponível para ser vendido no mercado.

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Mesmo com a menor participação de Márcio na Vivara sinalizada através do aditivo, nele foi incluída uma cláusula com seu direito a votar com suas ações não vinculadas, além de um potencial evento de liquidez no curto prazo.


“Vemos o movimento como positivo no médio e longo prazo, com a liquidez do papel aumentando, apesar de enxergamos uma pressão na cotação no curto prazo pelo overhang”, destacou a Eleven, apontando que, sobre a governança, seguirá monitorando de perto toda e qualquer mudança significativa na gestão da Vivara que possa influenciar na recomendação, atualmente de compra para o ativo, com preço-alvo de R$33,00.

Realizada uma atualização às 16h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), os ativos (VIVA3) caíram cerca de 3,50%, e estão a R$27,00.

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