Tailândia deve receber fábrica de plástico verde no 1º semestre de 2023 em parceria com empresa brasileira

A Braskem (BRKM5) deseja implementar uma nova fábrica de plástico verde na Tailândia, em uma parceria com a SCG Chemicals

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A Braskem (BRKM5)espera aprovar até o fim do primeiro semestre de 2023, o projeto que visa a construção de uma nova fábrica de Plástico (PE) Verde, em parceria com a  empresa tailandesa SCG Chemicals, sendo este um investimento milionário. Já estão sendo realizados estudos para verificar a viabilidade dessa implementação.

A Braskem é uma empresa petroquímica de atuação global, com o propósito de criar soluções sustentáveis da química e do plástico. Atualmente, é a sexta maior petroquímica do mundo na produção de resinas termoplásticas e líder nas Américas.

A idealização do projeto na Tailândia

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Ela já possui mais de 41 unidades industriais distribuídas no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e México, tendo como principal propósito criar soluções sustentáveis da química e do plástico. 

Este projeto caracteriza-se na criação de um nova planta de desidratação de bioetanol na Tailândia, sendo o principal intuito a produção de bioeteno e o polietileno. Contudo, a Tailândia é um dos 10 maiores produtores de etanol do mundo, mas eles ainda queimam a cana.

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O que é uma Fábrica de Plástico Verde ?

Este é um método utilizado para produção de polietileno, a partir do etanol da cana de açúcar, sendo esta uma maneira de utilizar matéria prima renovável, sem agredir tanto o meio ambiente.

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A Braskem já possui uma companhia atuante neste segmento no Rio Grande do Sul, na qual opera com capacidade de produção de mais de 200 mil toneladas, com o objetivo de implementar ainda mais, obtendo assim um acréscimo de mais 60 mil até o próximo ano.

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Vantagens

A petroquímica afirma que o PE verde a partir de cana é 100% reciclável e que pode ser utilizado nos mesmos equipamentos que processam plástico de origem fóssil, sem exigir investimentos adicionais dos clientes, fator este que tem ajudado a empresa a vender o produto que por ora tem um custo maior que o convencional.

Uma das principais relevâncias desse método é que ele utiliza matéria-prima renovável e também possui preços mais baixos. Porém, há também a reciclabilidade finita e polui o meio ambiente de qualquer forma, além da perpétua extração de matéria virgem e renovável e do alto impacto pós consumo, já que também vira microplástico.

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Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

O vice-presidente de olefinas da Braskem para Europa e Ásia, Walmir Soller, afirma que o PE verde está buscando alternativas de descarbonização e produto de fontes naturais, “Não dá para fazer uma comparação (de custo) com fóssil porque quem está buscando o PE verde está buscando alternativa de descarbonização e produto de fontes naturais”, disse o executivo.

Sua implementação na Tailândia visa aproveitar a capacidade ociosa de instalação existente da parceira SCG Chemicals. Até o momento não foi definido nenhum valor para este investimento, porém, o Vice-presidente Pedro Freitas, citou nesta segunda-feira (10), os recursos utilizados na ampliação da fábrica de Triunfo (RS), da ordem de 1.500 dólares por tonelada.

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A Braskem tem como meta elevar sua capacidade de produção de PE Verde para mais de 1 milhão de toneladas até 2030. Representando um crescimento anual de 21%.

Método

Este método foi criado desde 2010, porém, a introdução efetiva do plástico através da cana passou-se a receber pedidos condizentes ao investimento realizado a partir de 2019, quando o produto passou a ser implementado de forma mais abrangente no mercado. 

Segundo Freitas, a empresa repassa as variações do preço do etanol para os seus clientes. 

Ele reconhece que a Braskem está atrasada com relação a percepção dos consumidores sobre o plástico em relação a outras matérias-primas, como papel e aço, mas que a empresa está tomando ações para melhorar isso.


A Braskem afirma que cada tonelada do produto é responsável pela retirada da atmosfera de 3 toneladas de carbono. E como esse carbono fica capturado no plástico, ele não volta para o meio-ambiente com a degradação do material, como acontece com o papel.

A empresa visa reduzir suas próprias emissões de carbono em até 15%, e prevê elevar as vendas de produtos fabricados com recicláveis para 1 milhão de toneladas em 2030, e até 54 mil toneladas estimadas para este ano. Em 2021, as vendas de produtos com material reciclado somaram 22 mil toneladas.

Atualmente, a empresa está verificando os detalhes de engenharia da nova unidade, e Freitas afirmou dizendo: ” O etanol a ser usado na produção será produzido no Brasil a partir de fontes certificadas isentas de queimadas ou violação de direitos humanos”, concluiu o executivo Pedro Freitas.

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