Selo de verificação do Twitter Blue some e é suspenso para novas assinaturas

Algumas pessoas que pagaram pela assinatura relatam que seu check azul desapareceu. A suspensão do plano de assinatura não foi confirmada pela empresa

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Usuários do Twitter relataram que a opção de assinar o Twitter Blue desapareceu do aplicativo para iPhone (iOS) nesta sexta-feira (11). O Twitter Blue é uma assinatura mensal, no qual dá acesso ao selo azul de verificação por US$ 7,99 (R$ 43,13, em conversão direta) e outros recursos premium da plataforma.

Além disso, algumas pessoas que pagaram pela assinatura relatam que seu check azul desapareceu. Usuários que ainda conseguem visualizar o link tentam se inscrever, mas sem sucesso. 

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O aplicativo retorna a seguinte mensagem de erro: “Obrigado pelo seu interesse! O Twitter Blue estará disponível em seu país no futuro. Por favor, volte mais tarde”. 

O serviço aparece como indisponível mesmo nas regiões em que já estava em operação. A suspensão do plano de assinatura não foi confirmada pela empresa.

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Twitter blue e criação do selo cinza

O serviço pago foi lançado na última quarta-feira (9), e até o momento, os países que possuem acesso são Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido, apenas para o sistema operacional móvel da Apple.

Musk recebeu duras críticas por vincular o pagamento à verificação de contas, pois esta ferramenta era usada anteriormente para garantir a legitimidade de perfis oficiais, como empresas, órgãos de governo e figuras públicas, na rede social.

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A criação do selo cinza havia sido anunciada na terça-feira (8) pela executiva de produto do Twitter Esther Crawford. Ela afirmou que o selo cinza com o “Oficial” seria uma forma de diferenciar assinantes do Twitter Blue de contas que são verificadas porquê têm grande visibilidade. 

Porém, no dia seguinte, ela afirmou que por enquanto o selo cinza não será mais mostrado para pessoas físicas.

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No último dia (10), após ser inundado por contas fake com verificação paga, o Twitter interrompeu a distribuição da etiqueta para contas recém-criadas. A medida visava conter a onda de farsantes que tomou a plataforma e as possíveis implicações que isso poderia causar, inclusive jurídicas.

As apostas do novo dono da rede social, Elon Musk, é de, em um futuro próximo, utilizar menos propagandas, priorizar o alcance e a capacidade de publicar vídeos e áudios mais longos. As alterações devem acontecer rapidamente, visto que o bilionário quer tornar a plataforma mais rentável do que é hoje.

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Twitter/Foto: Reprodução

Implementação do novo sistema gera problemas à empresas

Antes do sistema abrir suas portas para qualquer pessoa disposta a pagar, obter uma conta verificada no Twitter não era um processo simples e exigia a prova de notoriedade ou certa importância dentro de algumas áreas de atuação. 

Empresas como a Nintendo e a Valve já estão sendo imitadas por farsantes que estão se aproveitando do selo para conquistar seguidores, fazer anúncios falsos e espalhar mentiras.


Um usuário identificado como @nintendoofus, que se passou como pertencente à Nintendo of America, aproveitou para fazer uma brincadeira e publicar uma foto de Mario fazendo uma pose ofensiva. 

No entanto, o Kotaku afirma que outra conta verificada, já banida, estava promovendo a chegada de um novo Super Mario Galaxy para o Nintendo Switch.

A própria conta falsa da Valve afirmou que o sistema de verificação do Twitter Blue é problemático, porque ajuda a espalhar desinformação e causar danos reais. “Isso pode trazer um impacto real nas pessoas, muito mais do que o impacto de um anúncio oficial de um game”, afirmaram os responsáveis pelo perfil banido.

Identificação do perfil

No momento, a única maneira de diferenciar entre contas verificadas legítimas e aquelas que obtiveram o selo pagando é entrando nos detalhes de cada perfil. No caso das contas mais “respeitáveis”, há a informação de que a conta é verificada “pois é uma pessoa notável no governo, nas notícias, no entretenimento ou em outra categoria designada”.

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