Safra compra Banco Alfa em transação bilionária

A aquisição marca uma das etapas mais agressivas do Safra para crescer

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O banco Safra anunciou ontem (23), a compra do Conglomerado Financeiro Alfa, dono do banco Alfa, por R$ 1,03 bilhão. As empresas informaram que, “O Banco Safra e a Administradora Fortaleza firmaram um acordo para a transferência da totalidade das ações que a Administradora Fortaleza possui nas empresas do Conglomerado Financeiro Alfa”.

O banco de origem mineira cogitava a venda desde a morte do fundador, o empresário Aloysio de Andrade Faria, em 2020. Mas foi neste ano que as cinco herdeiras iniciaram um processo formal. 

Transação histórica

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O acordo envolve dois dos mais tradicionais bancos do país, com atuação do Rothschild & Co e Mattos Filho como assessores financeiro e legal da Administradora Fortaleza. Pelo Banco Safra a assessoria financeira foi do J.Safra Investment Banking e a assessoria legal foi do Pinheiro Neto Advogados.


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David Safra enfatizou que “a transação é um marco na história do banco no Brasil. Serão beneficiados clientes, funcionários e acionistas do Conglomerado Financeiro Alfa e do Banco Safra. Compartilhamos valores, visão de longo prazo e paixão por trabalhar, isso nos dá enorme confiança na sintonia e sucesso dessa operação”.

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“É uma transação histórica no mercado financeiro brasileiro. Temos a convicção de que a operação entre os dois bancos seculares, fruto de trajetórias empreendedoras de sucesso e baseados em valores comuns, potencializará a qualidade, perenidade e excelência que sempre oferecemos aos nossos clientes e colaboradores”, comenta Fábio Amorosino, CEO do Conglomerado Financeiro Alfa.

Silvio de Carvalho, presidente do Banco Safra, se disse muito otimista com a operação. “Trata-se de uma aquisição importante, que marca um novo capítulo da nossa história, combinando nossa tradição secular de segurança com empreendedorismo e foco na busca de resultados”.

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A aquisição representa uma das etapas mais agressivas da instituição/Foto: Reprodução

Expansão do banco Safra

A aquisição marca uma das etapas mais agressivas do Safra para crescer. O banco já vinha chamando a atenção com o reforço do time de private banking e gestão de fortunas (áreas em que o Alfa atua) e também banco de investimento.

Há um mês, o grupo anunciou a contratação de José Olympio Pereira numa clara demonstração de suas ambições de expansão no atacado e numa movimentação que agora parece orquestrada com o M&A (Mergers & Acquisitions), que significa “Fusões e Aquisições”. 

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A chegada do executivo inclusive chegou a levantar especulações do mercado de que o Safra estaria de olho em um eventual lance por ativos do Credit Suisse, a antiga casa de Pereira e que passa por uma reestruturação global. Mas o alvo era outro.

Sendo um dos maiores bancos privados do Brasil, o banco Safra faz parte do Grupo J. Safra, fundado por Joseph Safra. O banco possui cerca de 10,5 mil colaboradores atuando no segmento de pessoa física e jurídica.

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A instituição possui patrimônio líquido de R$ 15,5 bilhões, total de ativos de R$ 270 bilhões e recursos captados e administrados de R$ 300 bilhões e está presente em 27 países.  

Alento as Herdeiras de Aloysio Faria 

O Conglomerado financeiro Alfa, possui quase 100 anos de história e teve origem com o Banco da Lavoura de Minas Gerais, criado em 1925, e posteriormente renomeado para Banco Real na década de 1970.  

Após a venda do Banco Real S.A. ao ABN Amro, em 1998, o banqueiro Aloysio de Andrade Faria criou o Conglomerado Financeiro Alfa para fornecer serviços financeiros e de seguros.

A venda ao Safra é também um desfecho que conforta as herdeiras de Aloysio Faria, dadas as similaridades dos grupos em áreas de atuação, composição familiar e perfil conservador. Um executivo próximo à família informou que, “elas não queriam algo que fosse acabar com a cultura e história do banco”.

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