Raízen (RAIZ4) adquire Payly e mira expansão no setor de pagamentos

A aquisição milionária impulsiona o desenvolvimento da nova unidade da Raízen

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Nesta segunda-feira (17), a companhia de energia Raízen (RAIZ4) anunciou a aquisição da fintech Payly, uma subsidiária da Cosan (CSAN3).

Com a compra, a empresa busca iniciar suas operações na área de serviços financeiros, com o desenvolvimento da “Unidade de Serviços Financeiros Raízen”.

Aquisição

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A compra movimentou a quantia de R$ 78 milhões, e foi divulgada em Comunicado ao Mercado publicado nesta segunda-feira.


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No documento, a companhia descreve que o primeiro passo em direção ao desenvolvimento de sua unidade será dado através do negócio, já que a subsidiária da Cosan “já provê tecnologia em serviços financeiros, sendo parte relevante na cadeia de valor do Shell Box”, além de possuir um time consolidado na área e operar como instituição de pagamento, de acordo com o Banco Central.

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Raízen/Foto: Reprodução

Com a aquisição de 100% das ações da empresa financeira, a Raízen também passou a controlar as subsidiárias da companhia: a Payly Holding Ltda. e Payly Instituição de Pagamentos S. A.

De acordo com o comunicado, a unidade que a Raízen busca desenvolver com a compra vai proporcionar “oferta de conveniência ao cliente final e parceiros”, utilizando-se de plataformas comerciais; “Inteligência de dados proprietários” e “fomento mercantil e captação de recursos de terceiros”, agregando valor na cadeia de negócios da empresa.

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Dessa forma, o negócio deve impulsionar o desenvolvimento da nova unidade da Raízen, já que a companhia já possui uma plataforma consolidada no setor de serviços financeiros.

Segundo a empresa, o ecossistema da Payly conta, atualmente, com um potencial de volume superior aos R$ 200 bilhões, considerando o faturamento total da empresa.

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Sua plataforma atende, em mais de 8 mil postos revendedores, cerca de 5 mil clientes B2B (business to business), com aproximadamente 50 milhões de clientes finais.


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Na área de energia elétrica, a companhia atende cerca de 17 mil clientes, e “1,5 mil estabelecimentos de proximidade e conveniência, fornecedores e parceiros de negócios no setor sucroalcooleiro”.

O negócio, no entanto, ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para ser concluído, “além de outras condições precedentes comuns a este tipo de operação”.

Além disso, “para assegurar que a Raízen obtivesse condições equitativas de mercado”, o negócio foi analisado por uma consultoria independente, considerando a qualificação técnica dos colaboradores e as soluções de tecnologia aplicáveis a produtos financeiros da Payly.

Depois de anunciar a aquisição da Payly, as  ações da Raízen se valorizaram nesta segunda-feira (17). Seus papéis somaram às 14:49 horas (Horário de Brasília) uma alta de 0,97%, atingindo os R$ 4,15.

O documento foi, por fim, assinado pelo Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Raízen, Carlos Alberto Bezerra de Moura.

Raízen e Greenz

A aquisição da Payly ocorre cerca de 10 dias após a agência aceleradora de negócios Greenz anunciar a integração da Raízen em seu portfólio.

Ela vai atuar na área de Energia e Renováveis da empresa com uma equipe com expertises em gestão e estratégia, social media e criação, client success e negócios.

Greenz é uma aceleradora de negócios/Foto: Good Place To Work

Fábio Meneghetti, CEO da Greenz, se manifestou sobre a entrada da Raízen para o portfólio da agência. Para o executivo, atender a empresa é um “motivo de orgulho”.

“Potencializar o digital da companhia será muito importante para fomentar o debate público sobre a importância das energias renováveis para o nosso futuro enquanto sociedade e ambiente”, diz Meneghetti.

Para tal, a Greenz montou um time multidisciplinar, que ficará dedicado à iniciativa de atrair o público jovem à conteúdos pertinentes sobre o tema, conclui o executivo.

Para a gerente de Marketing e Growth de Energia e Renováveis da Raízen, Vivian Reis, a empresa possui “o grande desafio de liderar a transição energética do país e parte desse desafio passa pela simplificação da mensagem”.

Motivo que, segundo Vivian, justifica a escolha da Greenz como parceira de negócios da companhia de energia.

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