Qual é a expectativa bilionária da Copa mais cara da história

Estimativa 10% superior da última edição, Fifa distribui R$ 2 bilhões às seleções na Copa do Catar

Publicidade

Publicidade

A vitória do Equador contra a seleção de casa neste último domingo (20) inaugurou a Copa do Catar, porém não assustou o investimento recorde feito pela Fifa. As expectativas de arrecadação bilionária se mantêm mesmo com a perda histórica da seleção do país-sede no jogo de estreia.

As estimativas bilionárias da competição, que fariam desta a edição da Copa mais cara da história, são correspondidas pela expectativa da Fifa. Com uma quantia de distribuição 10% mais alta que o valor repassado na Copa da Rússia.

Quanto custou a Copa mais cara da história?

Publicidade

Desde o início, a Copa do Catar foi rodeada de polêmicas e debates, seja sobre o país ou o campeonato. Com regras de consumo sendo restringidas às vésperas dos jogos, regulações de marcas não patrocinadoras e até de patrocinadores e fornecedores oficiais sendo impostas e endurecidas, o lado econômico não ficou de fora da conversa.


Publicidade

Segundo apuração do jornal britânico “The Sun”, estima-se que o Catar tenha gastado em torno de US$ 6,5 bilhões nos oito estádios, categorias de base (para a seleção local) e infraestrutura para os torcedores.

Publicidade

Contudo, a soma total do evento é estimada entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões, desta forma, tornando-a a Copa do Mundo mais cara de todas. O preço estimado seria equivalente a 20 vezes o valor da Copa da Rússia, em 2018, e superior ao montante da Copa de 2014, no Brasil. Com estimativas de US$ 11 bilhões e US$ 15 bilhões, respectivamente.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino/Foto: Reuters/Kai Pfaffenbach

Torneio de US$ 200 bilhões

Da quantia total menos o valor dos estádios e outros (US$ 6,5 bilhões), o valor significativo restante foi explicado pela diretora executiva de comunicações do torneio, Fatma Al Nuaimi, em entrevista ao “The Sun”.

Publicidade

Publicidade

A justificativa da diretora foi a estratégia do governo catari em investir em diversos setores da economia local, em ordem de promover o Catar National Vision 2030, o plano de desenvolvimento do país cujo objetivo é transformar o Catar em uma sociedade avançada e sustentável. 

Al Nuaimi revelou que a verba de US$ 200 bilhões serviu como fundo para construção de infraestruturas, como aeroportos, estações de metrô, construção e manutenção de novas estradas, hotéis e demais obras de uso na Copa pelos torcedores.

Publicidade

O dinheiro fornecido pelo governo também teve outros objetivos. Segundo a diretora executiva, o dinheiro foi usado em projetos concebidos antes mesmo do país ter obtido o direito de sediar a Copa. 

A decisão de onde a Copa de 2022 seria realizada foi tomada em 2010.

Publicidade

“Esses projetos teriam sido implementados de qualquer maneira, no entanto, o campeonato de futebol certamente acelerou todos esses desenvolvimentos para que o país possa receber os 1,5 milhão de torcedores que esperamos em 2022”, ela concluiu a entrevista ao jornal britânico.

Verba da Fifa

Do mesmo modo que esta edição da competição é a mais cara, o valor prometido pela Fifa para as seleções é o maior de todos os tempos. Acima de R$ 2 bilhões, 10% mais em comparação à edição de 2018, na Rússia. 


A grande quantia se dá, em sua maioria, em vista da projeção de arrecadação. Caso a expectativa vire realidade, o valor total será de US$ 6,5 bilhões (aproximadamente R$ 35 bilhões), US$ 1,1 bilhão a mais da arrecadação da Copa de 2018. Quantia que disponibiliza US$ 42 milhões (aproximadamente R$ 229 milhões) somente à seleção vencedora.

Enquanto em 2015, acreditava-se que a Copa do Brasil tivesse sido a mais lucrativa à Fifa, que faturou US$ 5,7 bilhões entre 2011 e 2014, se a previsão se consolidar, a Copa do Catar será a mais lucrativa, com um aumento de US$ 8 milhões da segunda colocada.

O porquê é respondido por Pedro Melo, Chief Commercial Officer do Atlético-MG, responsável pela arrecadação e gestão de patrocinadores do clube.

Em entrevista à revista “Exame”, ele desenvolveu a fundamentalidade das redes sociais: “A Copa do Mundo sempre teve um apelo muito grande. Mas, com o crescimento das redes sociais, as transmissões via streaming e o surgimento de influencers relacionados ao futebol, a competição começou a ter um alcance multiplataforma. Essa nova realidade atrai novas marcas e eleva o valor arrecadado pela organizadora do evento”.

Portanto, embora não tenha relação clara entre os dois, a verba repassada recorde não é dada por conta da Copa mais cara de todas. Ambos são fatores do cenário e momento da competição, até então desconexos, que juntos apresentam uma edição do mundial extremamente custosa e compensatória (isso para as seleções pelo menos).

O valor inicial de participação para todas as equipes é de US$ 1,5 milhão. A partir desta fase, os preços já começam a subir. As seleções receberão US$ 9 milhões caso sejam eliminadas na fase de grupos, US$ 13 milhões para quem cair nas oitavas de final e US$ 17 milhões para os eliminados nas quartas de final.

Já entre os quatro melhores: US$ 25 milhões para o quarto lugar, US$ 27 milhões para o terceiro, US$ 30 milhões para o segundo lugar, e US$ 42 milhões para a seleção campeã.

Publicidade