Quais são os efeitos da guerra entre o Federal Reserve e a inflação norte-americana?

Os riscos de uma recessão econômica assombram o mercado financeiro

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Pressionadas por diversos fatores ao longo do ano, as taxas de inflação norte-americanas assustam o mercado financeiro. 

Desde então o Fed (Federal Reserve), o Banco Central dos EUA, tenta a todo o custo controlar os índices para preservar a economia do país.

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Assim, o órgão teve de tomar decisões drásticas para que os medidores inflacionários diminuíssem: desde o começo do ano, o Fed já aumentou a taxa de juros do país em três pontos percentuais, o que caracteriza o intervalo mais rápido de elevações desde o ano de 1980.


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A guerra entre o órgão norte-americano e as taxas de inflação, no entanto, está longe de acabar de acordo com o mercado financeiro, que acredita que há uma chance de 81,2% de haver uma alta de 0,75% nas taxas de juros.

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O Fed deve se reunir no próximo dia 2 de novembro para decidir se os índices serão ou não aumentados. A previsão do mercado permanece, ainda, pessimista à espera do resultado.

Os outros 18,8% também acreditam que haverão altas. Essa parcela especula, por sua vez, que a elevação seja de 0,50%.

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A ansiedade do mercado é gerada, ainda, pela divulgação dos dados acerca da inflação dos Estados Unidos, que será divulgada nesta quinta-feira (13).

Inflação, juros e o mercado

O clima de tensão em meio às especulações acerca do Federal Reserve foi refletido no mercado financeiro, que apresentou papéis sendo negociados abaixo de sua precificação em meio à pandemia de Covid-19, no ano de 2020.

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Ainda no começo do dia, durante o pré-market, todos os índices futuros da Bolsa de Valores de Nova York operavam no negativo.

Ao final do pregão desta segunda-feira (10), o índice Nasdaq, o medidor do mercado de ações norte-americano, também ficou no vermelho, com uma queda de 1,04%.

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Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

O valor de fechamento é, ainda, o menor registrado pela Bolsa desde julho de 2020, quando o mercado financeiro era pressionado pela pandemia de Covid-19. 

Na época, além da queda nas ações de empresas de tecnologia, havia tensões entre os EUA e a China acerca da indústria de chips semicondutores.

O S&P 500, índice das principais empresas listadas no mercado norte-americano, também sinalizou as preocupações, atingindo o final do pregão desta segunda-feira com uma queda de 0,75%, aos 3.612,39 pontos.

As quedas do indicador foram lideradas, majoritariamente, pelas empresas de tecnologia listadas.

O cenário econômico atual norte-americano também pressionou o mercado de ações brasileiro. O índice Ibovespa, medidor da Bolsa de Valores brasileira, a B3, atingiu o final do pregão desta segunda-feira com uma queda de 0,37%, aos 115.941 pontos.


Ao longo desta terça-feira (11), a bolsa também registrou quedas, somando uma diminuição de 0,31% às 14:58 horas (Horário de Brasília), com uma pontuação de 115.580.

Uma recessão se aproxima?

Apesar de representar esforços contra as taxas de inflação norte-americanas, as drásticas decisões do Fed fazem com que o mercado financeiro especule o risco de que os Estados Unidos entrem em um período de recessão econômica.

Para alguns agentes econômicos, ainda, a situação pode ser pior, considerando a possibilidade de que um período de recessão possa afetar a economia global.

De acordo com representantes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, a desaceleração das economias avançadas pode fazer com que o mundo enfrente um período de contração em sua economia.

Fundo Monetário Internacional/Foto: Reprodução

Para a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, o mercado de trabalho norte-americano está começando a sentir as consequências dos custos de empréstimo mais altos, pressionados pelas altas nas taxas de juros.

David Malpass, presidente do Banco Mundial, compartilha a visão, alertando um “perigo real” de que haja uma contração econômica global durante o próximo ano.

As falas foram ditas em um evento na sede do FMI, em Washington.

O Fundo Monetário Internacional calcula, ainda, que a produção perdida até o ano de 2026 pode atingir os US$ 4 trilhões (cerca de R$ 20,8 trilhões).

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