Previsão de crescimento para economia é reduzida pelo governo

Projeção inicial era que a economia crescesse cerca de 9% mas inflação reduziu expectativas

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O Ministério da Economia do Brasil fez um novo balanço sobre as previsões de crescimento econômico para o país, a expectativa no meio do ano era positiva, cerca de 9,7%, mas a inflação teve um avanço rápido e se alastrou por todos os estados brasileiros, a gasolina disparou, gás, energia elétrica e alimentos. 

A alta no preço de diversos segmentos no país, fizeram a projeção governamental de crescimento da economia, ser cair para 5,1% este ano e 4,7% em 2022. A inflação teve um aumento de 9% sobre a base de expectativas da União.

O crescimento do PIB brasileiro já preocupava em relação ao para o ano de 2022, os dados foram revelados nesta quarta-feira (17) pelo governo indicam um crescimento um pouco menor que a previsão de setembro, quando o governo esperava que o país crescesse 5,3% em 2021. A previsão para o próximo ano era de um crescimento que caiu de 2,5% para 2,1% do PIB, o Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país.

Economia brasileira é alvo de protestos | Foto: Pedro Ladeira – Folha
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O Ministério da Economia tentou explicar que os fatores que impulsionam a inflação no país e a queda do PIB, são globais, mas não detalharam quais seriam de fato os fatores para esse acontecimento. Em outubro deste ano, o Brasil registrou dois dígitos de inflação, algo que não acontecia há 27 anos. 

O governo, está otimista com o mercado financeiro, projetando um crescimento do PIB para o próximo ano de cerca de 1% de acordo com o Boletim Focus. O secretário de Política Economia, Adolfo Sachsida, explicou que a diferença entre as expectativas do mercado e do governo para o PIB de 2022 tem a ver com o mercado de trabalho e com o investimento privado.

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São previstos novos 5 milhões de empregos pelo governo em 2022, 70% no setor informal.

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Adolfo Sachsida, secretário de política econômica do Brasil em comunicado | Foto: Reprodução oficial

Em relação à inflação, o ministério aumentou a previsão para o IPCA de 7,9% para 9,7% neste ano e de 3,7% para 4,7% em 2022. Na visão do governo, os efeitos negativos da economia internacional estão criando essa pressão sobre os preços, especialmente nos valores da energia, alimentos e metais industriais.

Outros fatores apontados por economistas brasileiros, relembram que em janeiro de 2021, o Banco do Brasil realizou um plano de enxugamento, a Petrobras teve valor de mercado derrubado após indicação de nomes para a companhia em fevereiro de. Já em maio,  houve um impasse sobre o Orçamento nacional e que abriu uma enorme crise entre Congresso e Guedes.

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Aconteceu nos últimos meses, uma tentativa do Banco Central de promover a elevação da taxa básica de juros, a Selic, para conter o avanço da inflação. Hoje, a Selic está fixada em 7,75% ao ano e deve subir mais uma vez na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro.

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