PIB da China cresce 4,9% e valor mostra desaceleração da economia no país

Após um crescimento de 18,3% no primeiro semestre de 2021, Covid-19 e a crise nos setores de energia e imobiliário afetam o Produto Interno Bruto Chinês.

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De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), sigla em inglês, a China apresentou um crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2021 em 4,9%. 

O número, se comparado com os dois trimestres anteriores, representa uma desaceleração da economia do país. No primeiro trimestre do ano, mesmo em um período complicado de pandemia, a China registrou um número recorde de 18,3%. Já no segundo trimestre, foi registrado um número de 7,9%.

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Além de ser um número menor em relação aos outros trimestres, este valor também representa um resultado menor do que o esperado por analistas. Uma pesquisa da Reuters com analistas previa um crescimento de 5,2% no PIB Chinês. 

Uma série de fatores influenciaram para que a economia chinesa desacelerasse. Entre elas, podemos citar surtos esporádicos de Covid-19; Crise no setor energético do país que está causando apagões em casas e forçando as fábricas a cortarem as produções; e também o risco de calote de empresas do setor imobiliário do país, como é o caso da Evergrande e da Sinic Holdings. 

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De acordo com o porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), Fu Linghui, “Devemos considerar que estão aumentando as incertezas no cenário internacional e que a recuperação econômica interna ainda é instável e desigual”.

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Uma das consequências após a divulgação do fraco resultado trimestral da economia chinesa tem relação com a moeda do país e o mercado de ações asiáticos. O índice chinês Xangai Composto recuou 0,12% hoje, a 3.568,14 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 0,15% em Tóquio, a 29.025,46 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,28% em Seul, a 3.006,68 pontos, e o Taiex registrou perda de 0,45% em Taiwan, a 16.705,46 pontos.

Além dos dados gerais do Produto Interno Bruto, no mesmo relatório foram divulgados os números do país nos setores específicos. De acordo com o relatório, a produção agrícola teve crescimento e a produção pecuária cresceu. Nos primeiros três trimestres, o valor agregado da agricultura aumentou 3,4% em relação ao ano passado, com um crescimento médio de dois anos de 3,6%. 

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Em termos setoriais, nos primeiros três trimestres, o valor acrescentado da mineração aumentou 4,7 por cento ao ano; o da manufatura aumentou 12,5%; e a produção e fornecimento de eletricidade, energia térmica, gás e água aumentaram 12,0%. Outro dado interessante é a taxa de desemprego urbano que alcançou a taxa de 4,9% em setembro. 

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