Petrobras (PETR4) registra lucro de R$ 46 bilhões no 3T22; queda de 15,2%

Estatal divulgou resultados após o encerramento do pregão desta quinta-feira

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A Petrobras (PETR4) divulgou nesta quinta-feira (3), os seus resultados trimestrais referentes ao período de julho a setembro. A estatal vem passando por um momento de oscilação dos seus papéis em meio ao resultado das eleições presidenciais.

Na última segunda-feira, no primeiro pregão após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como novo Presidente da República, as ações da petrolífera encerraram o dia em queda vertiginosa de mais de 8% na Bolsa de Valores.

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Resultados da Petrobras

As expectativas dos principais bancos e analistas do mercado financeiro era de que a Petrobras tivesse um trimestre forte, apesar de algumas quedas com relação ao período de abril a junho deste ano.

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Durante o terceiro trimestre deste ano, a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 46.096 bilhões, que representa para a empresa uma queda de 15,2% com relação ao segundo trimestre de 2022. Na comparação anual o aumento foi de 48%. Na época a estatal registrou um lucro líquido de R$ 31,1 bilhões. O valor ficou abaixo das estimativas para o dado da estatal. O consenso do mercado era de que a Petrobras atingisse no 3T22 um lucro de R$ 46,99 bilhões.

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Petrobras (PETR4) registra lucro/prejuízo de R$ X no 3T22; queda/aumento de X%
Petrobras divulgou relatório de produção e venda do 3T22 /Foto: Reprodução

Já com relação à receita operacional da petrolífera, a expectativa média era de que a Petrobras chegasse a um valor de R$ 163,7 bilhões. No entanto, a companhia ultrapassou dessa estimativa e registrou uma receita líquida de R$ 170 bilhões, significando uma queda de 0,5% no comparativo com o último trimestre. Na comparação anual, o avanço foi de 39,9%.

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras trouxe dois cenários distintos nesse trimestre. Antes da divulgação, as estimativas mostravam que a companhia iria fechar o período de julho a setembro com uma média de R$ 95,2 bilhões, o que representaria queda de 13% comparado ao 2T22, mas alta de 46% comparado ao 3T21.

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O cenário se foi diferente e a Petrobras registrou nesta quinta-feira, um Ebitda de R$ 91.421 bilhões, que significa para empresa uma queda de 7% na comparação com os meses de abril a junho, mas um aumento de 50,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Números de produção e venda

Um dos motivos que fez com que a Petrobras tivesse números mais modestos neste trimestre em relação aos anteriores, foi a diminuição no preço do barril de petróleo Brent, que registrou queda de 13%. Além disso, a diminuição na produção e venda ao longo dos últimos três meses também pesou nos números.

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Petrobras (PETR4) registra lucro/prejuízo de R$ X no 3T22; queda/aumento de X%
Queda do Petróleo Brent influenciou números da Petrobras /Foto: Reprodução

No relatório divulgado pela estatal no dia 26 de outubro, a Petrobras afirmou que produziu cerca de 2,6 milhões de barris de petróleo e gás por dia. Com isso, houve uma queda na produção estimada em 0,3% em comparação ao 2T22 e uma diminuição mais acentuada no comparativo com o 3T21, com uma queda de 6,5%.

Por outro lado, o volume total de vendas de derivados no mercado interno no comparativo com o segundo trimestre ficou positivo, tendo um aumento de 4,7% no período, totalizando um volume de vendas de 1,798 milhão (bpd). Já no comparativo anual, houve queda. Entre julho e setembro de 2021, a Petrobras chegou ao patamar de 1,9 milhões (bpd), a diminuição neste trimestre foi de 7,6%.

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Distribuição de dividendos

Outra expectativa dos investidores com relação à divulgação da Petrobras nesta quinta-feira, era a divulgação dos dividendos que a empresa irá pagar neste trimestre. No 2T22, a petrolífera foi a companhia que mais pagou dividendos no mundo. Porém, o cenário agora é diferente.

Depois de pagar US$ 9,7 bilhões no segundo trimestre, a Petrobras deverá pagar agora dividendos de US$ 6 bilhões a US$ 9 bilhões, com uma probabilidade maior do total a ser pago ser confirmado no valor mais baixo da estimativa.

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