Conselho Administrativo da Petrobras (PETR4) disse que não pretende mudar dividendos

Petrobras afirma que não tem previsão de mudar o relacionamento com dividendos

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O diretor executivo da Petrobras (PETR4), Rodrigo Araújo afirmou, nesta sexta-feira (04), que a empresa estatal de petróleo não pretende alterar a política de dividendos.

Na quinta-feira (03), o Conselho de Administração da Petrobras, aprovou o pagamento de dividendos em duas parcelas, o que gerou uma certa polêmica  com  a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Anapetro, que considerou a ação da empresa de mineração de petróleo como um “megadividendo”.

A coletiva

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Alguns analistas perguntaram para os executivos da Petrobras, após o resultado financeiro do terceiro trimestre de 2022, se era possível mudar a gestão da petroleira, e em como a entrada do novo governo eleito pode influenciar essa mudança. 

Rodrigo Araújo disse que: “É uma política de competência do Conselho de Administração, então o conselho na prática ele pode alterar a qualquer momento”.

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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou 43,68 bilhões de reais em dividendos no terceiro trimestre, entretanto a política questionada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que avalia a sistemática da empresa, deixando pouco espaço para investimentos.

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O Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (MPTCU), solicitou a suspensão do pagamento de dividendos pela Petrobras, justificando que é necessário conhecer e avaliar as legalidades da política de remuneração dos acionista, pois é possível gerar um risco à sustentabilidade financeira e o esvaziamento da disponibilidade em caixa da estatal.

O diretor-executivo da Petrobras afirmou que a empresa está disposta a prestar todas as informações necessárias, por mais que eles ainda não tenham acesso à representação feita pelo MPTCU. 

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“Não tem qualquer previsão de alteração de política de dividendos da companhia, apenas indiquei que é de competência do Conselho de Administração”, pontuou Araújo.

Diretor-executivo  Rodrigo Araújo Créditos: Reprodução

A opinião dos analistas

Os analistas do grupo financeiro multinacional, Goldman Sachs (GSGI34), cortaram a recomendação de compra das ações da Petrobras para neutro, dizendo que há uma grande incerteza referente às políticas adotadas nos próximos anos pela estatal. 

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Nos relatórios aos clientes, os analistas da Goldman Sachs disseram: “Os pagamentos de dividendos têm sido um foco dos investidores de petróleo, enquanto o presidente eleito e outros funcionários mencionaram sua intenção de diminuir o pagamento de dividendos e promover investimentos em refino e energias renováveis, onde a Petrobras não tem um histórico significativo”.

Muitos dividendos foram aprovados assim que a Petrobras começou a reduzir a sua dívida, deste modo passando a focar em seu próprio investimento no pré-sal, ao mesmo tempo em que tocou um bilionário plano de venda de ativos considerados não essenciais. 

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Os analistas do Credit Suisse (C1SU34), no mês passado, também cortaram a recomendação dos papéis da empresa, dizendo que a Petrobras estava reduzindo a exposição em meio à velocidade durante o período eleitoral no Brasil.

Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva Créditos: Carla Carniel

A transição de governo 

Os executivos da Petrobras também responderam questões relacionadas ao próximo governo, que elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), como o mais novo  presidente da República. 

O diretor-executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Rafael Chaves, disse que não faria suposições sobre o que poderia mudar com um novo governo, entretanto afirmou que a Petrobras não é mais a mesma empresa que era na época da operação Lava Jato.  

De acordo com Chaves, a Petrobras passou por mudanças, com melhorias nos mecanismos relacionados ao antigo governo, assim como encontrou um caminho mais estratégico do que antes. 

O diretor-executivo, afirmou que: “A gente garante muito mais transparência, muito mais visibilidade aos acionistas antes que algum retrocesso aconteça nesses mecanismos que mencionei”.

Sobre a transição do novo governo, Araújo afirmou que:  “contribuindo para uma transição efetiva, respeitando todas as regras de governança da companhia, todas as regras de mercado de capitais  e legislação vigente”.

As mudanças na Petrobras 

Por último, os executivos da Petrobras, comentaram sobre as mudanças na estatal, como estudos de possíveis investimentos no segmento de eólicas offshore, que tem como objetivo uma nova tecnologia, na qual apresenta avanços regulatórios, de acordo com a  visão da estatal.

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