Petrobras (PETR3) aumenta preço da gasolina para distribuidoras

O reajuste foi de R$ 0,23 por litro, o primeiro desde junho

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Nesta terça-feira (24), a Petrobras (PETR3) anunciou o aumento no preço da gasolina para as distribuidoras, a primeira elevação desde o mês de junho do ano passado. O reajuste deve entrar em vigor a partir de amanhã (25).

Dessa maneira, de acordo com a nota divulgada pela companhia, os preços devem aumentar em 7,46%, representando um acréscimo nominal de R$ 0,23 por litro.

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Reajuste no preço

Segundo o comunicado publicado nesta terça-feira pela Petrobras, o preço da gasolina vendida às distribuidoras passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro. O valor, no entanto, continua abaixo do valor do mercado internacional.

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Assim, a parcela de lucro da empresa no preço ao consumidor final será, de acordo com a petrolífera, de, em média, de R$ 2,42 por litro vendido na bomba. Isso, considerando a “mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos”.

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Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

Em nota, a empresa esclarece que o aumento foi realizado para que o valor acompanhe “a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

O preço ao consumidor final, no entanto, depende do distribuidor final e não, obrigatoriamente, do valor estabelecido pela estatal. Dessa maneira, o reajuste pode ou não chegar às bombas de combustível.

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O último reajuste realizado pela Petrobras foi no dia 7 de dezembro. Na época, a petrolífera reduziu os preços da gasolina para as distribuidoras em 6,1% — uma redução de R$ 0,20 por litro.

Desta maneira, o valor cobrado das distribuidoras passou de R$ 3,28 para R$ 3,08. Para o diesel — que não terá o preço modificado nesta quarta (25) — a empresa também realizou uma redução, de 8,2% na época.

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Diante do anúncio, as ações da Petrobras (PETR3) caíram durante o pregão desta terça, somando por volta das 14:50 horas (horário de Brasília) uma queda de 0,46%, atingindo os R$ 30,38.

O aumento anunciado nesta terça, no entanto, foi considerado “insuficiente” por especialistas.

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Menor do que o esperado

De acordo com Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o aumento no preço da gasolina para as distribuidoras ficou abaixo do esperado.


Isso, pois, para atingir o preço de negociação no mercado internacional, a estatal precisaria realizar um aumento de, no mínimo, 15%, segundo a Associação. Isso pois, ainda na manhã desta terça, antes do anúncio, a gasolina era vendida por um preço R$ 0,55 menor do que no exterior.

A Abicom indica, ainda, que a petroleira negociava o combustível abaixo da paridade internacional há, pelo menos, 13 dias.

Segundo Araújo, também será preciso uma variação positiva no preço do diesel. “Na nossa visão, existe uma tendência de que o preço do diesel continue elevado no mercado internacional, então esperamos também um reajuste no diesel nos próximos dias”, disse.

O preço do combustível permanece, até então, inalterado desde a última revisão realizada pela empresa, no dia 7 de dezembro do ano passado. Desde então, ele é negociado a R$ 4,49 por litro.

Araújo diz, ainda, que é preciso encontrar uma alternativa para atender às demandas sociais que não seja o controle de preços, crendo que a próxima gestão da estatal continue acompanhando a precificação das commodities, itens básicos negociados no mercado internacional.

“Deve ser encontrado um outro mecanismo, que não prejudique a empresa e os demais produtores de derivados”, conclui.

Jean Paul Prates

Ainda nesta terça-feira, a Petrobras anunciou, em Comunicado ao Mercado, que, na próxima quinta-feira (26), seu Conselho de Administração deve se reunir para decidir acerca da nomeação do senador Jean Paul Prates (PT-RN) à sua presidência.

Senador Jean Paul Prates, indicado para a presidência da Petrobras/Foto: Reprodução

Para tornar-se elegível, Prates confirmou ao veículo Poder360 que iniciou o processo de desvinculação de suas empresas que atuam na área.

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