Paranapanema (PMAM3) entra com pedido de recuperação judicial; ações despencam

A companhia comunicou o pedido nesta quarta-feira (30)

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Na última quarta-feira (30), a produtora de cobre refinado Paranapanema (PMAM3) divulgou que um pedido de recuperação judicial foi iniciado pela companhia, em caráter de urgência.

Como consequência do pedido, as ações da empresa, que possui a Caixa Econômica Federal como um de seus acionistas, despencaram ao longo do pregão desta quinta-feira (1).

Pedido judicial

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O ajuizamento do pedido foi divulgado pela produtora em Fato Relevante publicado ao mercado nesta quarta-feira. No documento, a Paranapanema afirma que “ajuizou hoje [30/11/2022], em conjunto com o CDPC – Centro de Distribuição de Produtos de Cobre Ltda. e Paraibuna Agropecuária Ltda., sociedades controladas pela Companhia, pedido de recuperação judicial perante a 1ª RAJ da cidade de São Paulo”.


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Dessa forma, nos termos da Lei nº 11.101/05, o pedido foi ajuizado em caráter de urgência, medida aprovada pelo Conselho de Administração da empresa e encaminhada à Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas da empresa.

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A medida foi adotada para que a companhia seja capaz de honrar os compromissos financeiros assumidos com seus acionistas, e o mercado financeiro em geral.

Por meio do plano de recuperação anunciado, que deve ser apresentado à “apreciação da Assembleia Geral de Credores”, a Paranapanema “pretende restabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos stakeholders”.

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Paranapanema é uma metalúrgica que atua com cobre refinado/Foto: Camaçari RH

Além disso, a empresa também assegura que, em um futuro próximo, deve “retomar seu crescimento dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da Companhia”.

Assim, em decorrência dos acontecimentos recentes, descritos como “atuais desafios enfrentados” pela companhia, a Paranapanema decidiu descontinuar a divulgação de projeções econômicas ao mercado.

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Os documentos referentes ao pedido de recuperação judicial da empresa serão disponibilizados no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), “em cumprimento à Resolução CVM nº 80/22, conforme alterada”.

A produtora de cobre refinado informou, ainda, que o Formulário de Referência da Companhia será atualizado de acordo com os termos e prazo previstos na resolução da Comissão de Valores Mobiliários anteriormente citada.

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O documento foi, por fim, assinado pelo Diretor Presidente e de Relações com Investidores da Paranapanema, Marcelo Milliet.

Somatória de dívidas

Com grande atuação no estado da Bahia, e se descrevendo como “a maior produtora brasileira não-integrada de cobre refinado, vergalhões, fios trefilados, laminados, barras, tubos, conexões e suas ligas”, a companhia vem enfrentando dificuldades.

O pedido de recuperação judicial foi movido pelo acúmulo de dívidas operacionais da empresa, que totalizam a quantia de cerca de R$ 450 milhões. A operação, de acordo com Milliet, deve “nos dar fôlego [Paranapanema] para retomar o fluxo normal de operações e garantir o abastecimento de mercado”.

Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

A queda em suas operações também foi indicada no balanço trimestral da empresa, que registrou um prejuízo líquido de R$ 317 milhões.

Na época, a Paranapanema disse, em seu relatório trimestral, que a situação “pode indicar a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia e que faz a administração manifestar sua preocupação diante dos fatos apresentados”.

A companhia, no entanto, já havia renegociado uma dívida de R$ 2,6 bilhões.

Ações da Paranapanema despencam

Depois da divulgação do ajuizamento do pedido de recuperação judicial da empresa, as ações da Paranapanema (PMAM3) despencaram ao longo do pregão desta quarta-feira (1).

Dessa maneira, seus ativos somaram às 14:42 horas (Horário de Brasília) uma queda de 23,45%, atingindo os 4,57.

A desvalorização dos seus papéis, no entanto, é recorrente. Durante o período de seis meses, seus papéis caíram em 33,58%. No acumulado do ano, eles despencaram em 53,22%.

No total, desde sua abertura de capital, as ações da companhia perderam 95,52% do seu valor.

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