Estado do Paraná planeja privatizar Copel (CPLE6) e levantar R$ 3 bilhões

O dinheiro seria utilizado para financiar investimentos

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Nesta segunda-feira (21), a Copel (Companhia Paranaense de Energia) (CPLE6) confirmou que o governo do Estado do Paraná planeja a privatização da empresa, no modelo “corporation”.

Dessa maneira, o estado planeja reduzir pela metade sua participação acionária na empresa, planejando levantar uma quantia de R$ 3 bilhões e fazendo com que os ativos da elétrica disparassem nesta segunda-feira.

Privatização da Copel

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A intenção do estado foi divulgada pela Copel em Fato Relevante publicado na manhã desta segunda-feira. 

No documento, a empresa afirma que recebeu um comunicado do estado paranaense, acionista controlador da empresa — detendo, atualmente, 31% dos papéis da companhia — estabelecendo o interesse.

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O comunicado diz que o Estado do Paraná “tem a intenção de transformar a Copel em companhia de capital disperso e sem acionista controlador (Corporação), transformação essa a ser realizada envolvendo oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias e/ou certificados de depósito de ações (units) de emissão da Companhia”, com base em um estudo da CCEE (Conselho de Controle das Empresas Estaduais).
Com a privatização da elétrica, o governo paranaense busca arrecadar recursos financeiros para financiar investimentos do estado, além da “valorização de suas ações remanescentes detidas na Copel”.

O segundo objetivo deve, de acordo com o comunicado, derivar da “potencial geração de valor aos acionistas, inclusive em virtude de eventual capitalização da Companhia e aceleração de seu plano de negócios”.

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Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

Dessa forma, ao concluir a privatização, o Estado do Paraná prevê permanecer com uma participação relevante de, ao menos, 15% do capital social total da Copel, além de 10% da quantidade total de votos conferidos pelas ações.

Além disso, a operação também fará com que nenhum acionista individual ou grupo de acionistas possa exercer votos conferidos por ações com direito à voto acima de 10%.

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A mudança também implica na criação de ações preferenciais de classe especial, pertencentes exclusivamente ao Estado do Paraná. Isso fará com que o governo tenha o poder de veto nas deliberações da assembleia geral.

A operação ainda depende, no entanto, da análise do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

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O comunicado enviado à Copel foi assinado pelo Governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e requer que “o Senhor [diretor presidente] comunique o teor deste ofício aos órgãos internos de governança da Companhia e providencie a divulgação ao mercado em atendimento à legislação aplicável”.

Em conclusão, o Fato Relevante publicado pela Copel assegura que “A Companhia manterá o mercado informado sobre atualizações relevantes acerca do assunto”, sendo assinado por Adriano Rudek de Moura, Diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa.

Estado planeja arrecadar fundos

Em entrevista à Gazeta do Povo, o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, deu detalhes sobre a operação proposta pelo Estado do Paraná.

Segundo o executivo, o governo paranaense planeja reinvestir o montante a ser arrecadado, R$ 3 bilhões, no setor de energia. Apesar de deixar de ser o acionista controlador da empresa, o Estado permanecerá como sócio majoritário.

Diretor presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero/Foto: SINAEP

Esta “é uma garantia não só para a Copel, que tem o seu principal mercado distribuidor no Paraná, mas uma garantia de que investimentos na infraestrutura do Estado continuarão sendo relevantes para o desenvolvimento e, principalmente, para  melhorar a qualidade de fornecimento aos nosso clientes”, disse.

O modelo a ser adotado, segundo Pimentel, já está presente em 20% das empresas brasileiras, citando Embraer, Vale e a maior empresa do setor elétrico, a Eletrobras, como exemplos.

Ações disparam

A publicação do documento, que evidencia as intenções do Estado, fizeram com que as ações da Copel (CPLE6) disparassem nesta segunda-feira (21).

Dessa maneira, seus ativos somaram às 14:39 horas (Horário de Brasília) uma alta de 21,79%, aos R$ 8,72.

No período de seis meses, a empresa soma um crescimento de 14,61%, acumulando uma valorização de 35,46% desde o começo deste ano.

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