Fatia remanescente do iFood é vendida por R$ 9,4 bilhões

Com a transação, a empresa será totalmente controlada pela Prosus

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Nesta sexta-feira (19), o grupo holandês Prosus anunciou a compra da fatia remanescente das ações do iFood. Com a compra, o aplicativo de delivery passa a ser 100% detido pela companhia.

O negócio pode movimentar até € 1,8 bilhões (o equivalente a R$ 9,4 bilhões), e configura a aquisição de 33,3% das ações do aplicativo.

Aquisição

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A aquisição faz com que o fundo de investimentos holandês Prosus seja a controladora total do aplicativo de delivery brasileiro. 


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O negócio foi fechado através da Movile, uma investidora brasileira controlada pelo grupo que, por sua vez, é um braço de investimentos da companhia sul-africana Naspers, sediada na Cidade do Cabo.

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A fatia remanescente em questão pertencia à acionista minoritária Just Eat Takeaway, que dividia o controle da empresa com o Prosus.

Prosus compra fatia remanescente das ações do iFood/Foto: Daily Hindustan News

O contrato prevê que o pagamento seja feito em duas etapas. A primeira, em dinheiro, configura cerca de € 1,5 bilhões (o equivalente a R$ 7,8 bilhões). 

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O montante remanescente, de € 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão), representa quantias adicionais, que serão pagas ao longo dos próximos 12 meses.

O total representa, ainda, cinco vezes a quantia de todos os investimentos realizados na vida da sociedade. Além disso, a transação ainda deve ser aprovada por uma Reunião Geral da Just Eat Takeway.com.

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Caso firmado, o acordo pode fazer do iFood a startup mais valiosa do Brasil, e a segunda da América Latina, avaliando a companhia em US$ 5,4 milhões (em reais, R$ 28 bilhões). 

Na perspectiva Latinoamericana, a empresa fica atrás apenas da Kavak, avaliada em US$ 8,7 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões).

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O CEO Prosus, Bob van Djik, se pronunciou sobre a aquisição. De acordo com o executivo, a medida reflete uma abordagem comprometida e disciplinada, além de refletir “nossa confiança no potencial de longo prazo do iFood”.

Para o fundador da brasileira Movile e CEO do iFood, Fabricio Bloisi, o investimento reforça que a empresa segue no caminho certo em um ambiente “cada vez mais competitivo” e que “estamos fazendo a diferença como empresa brasileira de tecnologia referência em delivery online na global e em impacto no ecossistema”.

Este, no entanto, não é o primeiro investimento realizado pela Movile no aplicativo de delivery brasileiro. 

Isso ocorre desde 2013, fazendo com que a companhia acumulasse, ao longo dos anos, uma participação de 66,6% no capital social do iFood antes do fechamento do novo negócio.

Bloisi afirma, ainda, que a quantia será utilizada para fazer avanços na agenda de digitalização na cadeia alimentícia do Brasil.

Fabricio Bloisi é fundador da Movile e CEO do iFood/Foto: Reprodução

O aplicativo tem o objetivo de otimizar os serviços oferecidos aos seus clientes e serviços, e a experiência de seus entregadores. “Acreditamos que isso só é possível por meio de fortes investimentos em tecnologia e ouvindo os anseios de todos os nossos públicos”, conclui.

Caso o contrato não seja firmado, ou fique claro que a transação não irá ocorrer, a Just Eat se comprometeu em repassar uma quantia de € 35 milhões (o equivalente a R$ 182 milhões) ao iFood, referente à quebra de contrato, que deve ser paga até o dia 17 de fevereiro de 2023.


A transação deve ser concluída no quarto trimestre de 2022.

iFood atualmente

A plataforma brasileira de delivery de alimentos apresentou um enorme crescimento nos últimos anos. Isso fez com que, atualmente, a companhia reunisse uma base de 330 mil estabelecimentos parceiros, que utilizam de seus serviços.

Além disso, a companhia também atua com cerca de 200 mil entregadores para atender a gama de mais de 40 milhões de usuários.

Ela atende aproximadamente 70 milhões de pedidos mensais em, aproximadamente, 1.700 municípios do Brasil.

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