Elon Musk efetua venda de quase 4 bilhões em ações da Tesla (TSLA34) após comprar o Twitter

A empresa perdeu quase metade do seu valor de mercado desde a oferta de Musk pelo Twitter em abril

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O CEO da Tesla, Elon Musk, vendeu aproximadamente 3,95 bilhões em ações da fabricante de veículos elétricos. As vendas foram registradas dias depois do empresário fechar a compra do Twitter por US$ 44 bilhões em 28 de outubro.

Musk vendeu 19,5 milhões de ações entre sexta (4) e terça-feira (8), segundo documentos publicados pela Securities and Exchange Commission (SEC) nesta terça-feira.

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A última venda eleva o total de ações da Tesla vendidas por Musk para cerca de US$ 36 bilhões desde novembro do ano passado, deixando-o com uma participação de aproximadamente 14% na montadora mais valiosa do mundo, chegando ao equivalente de 23%, incluindo opções exercíveis, o que representa 445,6 milhões de ações da empresa, segundo cálculos da Reuters.


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Ações caem após compra do Twitter

Após a compra do Twitter, as ações da fabricante de veículos elétricos caíram 13%. 

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Nesta 4ª feira (9), às 13h11 (horário de Brasília), a cotação registrou o preço de US$ 188,16 sendo o mais baixo em 1 ano. Apesar de Musk ter adquirido a plataforma através de recursos pessoais, ele vendeu ações da Tesla ao longo do ano para financiar a compra.

Com as novas transferências realizadas, foram vendidas US$ 19,3 bilhões (R$ 99,2 bilhões na cotação atual) em ações da Tesla desde abril de 2022. Em agosto, Musk vendeu US$ 6,9 bilhões em ações depois de já ter vendido US$ 8,5 bilhões em abril. 

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Analistas esperavam amplamente que Musk vendesse mais ações da Tesla para financiar a compra do Twitter, embora o bilionário tenha afirmado várias vezes que havia terminado de vender ações da montadora. 

A empresa perdeu quase metade do seu valor de mercado desde a oferta de Musk pelo Twitter em abril.

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Musk realiza demissão em massa  /Foto: Reprodução

Musk realiza demissão em massa no Twitter 

Após realizar a compra da rede social, Musk demitiu metade dos trabalhadores da empresa, inclusive toda a equipe de moderação de conteúdo. Porém teve que voltar atrás em alguns casos, após dispensar funcionários essenciais para a manutenção do site. Ele também anunciou um aumento na assinatura do serviço Twitter Blue.

Musk recebeu duras críticas por vincular o pagamento à verificação de contas, ferramenta que era usada anteriormente para garantir a legitimidade de perfis oficiais, como empresas, órgãos de governo e figuras públicas, na rede social.

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Uma das promessas deferidas pelo dono do Twitter é aumentar a liberdade de expressão na plataforma. Além de alertar que irá revisar a suspensão de uma série de contas da rede social, inclusive brasileiras. 


O Twitter desativou os usuários mencionados por ordem judicial, ou por espalharem informações comprovadamente falsas, especialmente sobre política e sobre a pandemia de Covid-19.

Entenda a tentativa de desistência da compra do Twitter

O bilionário tentou desistir do acordo para comprar o Twitter pouco depois de sua oferta, não solicitada, ser aceita em abril. Ele afirmou em julho que pretendia cancelar o acordo, alegando que foi enganado sobre o número de contas falsas e “bots”, o que o Twitter negou.

Após tentar desistir da compra, o Twitter entrou com uma ação judicial para obrigar Musk a cumprir com o acordo que haviam estabelecido, mas com a aproximação do julgamento o bilionário retomou o plano de compra original.

A decisão de Musk de tornar o Twitter uma empresa privada e retirá-la da Bolsa de Valores permitiu que ele fizesse grandes mudanças rapidamente, mas aumentou ainda mais o endividamento, uma opção arriscada para um negócio que gera prejuízo.

De acordo com a Forbes, o patrimônio pessoal de Musk caiu para menos de US$ 200 bilhões (R$ 1,03 trilhão na cotação atual). No entanto, ele continua a ser a pessoa mais rica do mundo.

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