Musk alerta para tempos difíceis em primeiro comunicado encaminhado a funcionários do Twitter

O empresário também instituiu o fim do home office, que passa a vigorar imediatamente

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O presidente-executivo da Tesla e atual CEO do Twitter, Elon Musk, encaminhou na última quarta-feira (09) o primeiro e-mail aos seus colaboradores desde que assumiu a rede social. No comunicado, ele alertou para “tempos difíceis à frente”. O executivo também proibiu o trabalho remoto, medida que só será autorizada, daqui para frente, mediante autorização dele para casos específicos.

Em outro trecho do email, Musk disse que não tinha como suavizar a mensagem sobre as perspectivas econômicas do Twitter, empresa cuja principal fonte de receita é a publicidade digital. 

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Outras gigantes da tecnologia, como Google e Meta, dona do Facebook, também tiveram as contas baqueadas por queda na demanda por anúncios online, em meio ao aumento da inflação e temores de recessão global.

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O conteúdo da mensagem destinada aos funcionários do Twitter foi publicado pela Agência Bloomberg News, que diz ter tido acesso ao texto.

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O empresário também instituiu o fim do home office, que passa a vigorar imediatamente e ficou determinado que os funcionários trabalhem em regime presencial por, no mínimo, 40 horas semanais.

Remodelação da empresa e trabalho intenso 

Musk já havia dito em conversas anteriores a compra que era contra o home office, contudo, o Twitter tinha um acordo permanente de permissão ao trabalho remoto, como também havia instituído um “dia de descanso” remunerado por mês, criado durante a pandemia. Ambos os benefícios foram extinguidos pelo bilionário. 

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Além de ter banido também a folga mensal, em mais um sinal de remodelação da cultura de trabalho da plataforma. 

Musk ressaltou que, “O caminho a seguir é árduo e exigirá trabalho intenso para ter sucesso”.

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Em outro comunicado, o empresário afirmou que a “prioridade absoluta” será encontrar e suspender bots (robôs), trolls (perfis cujo objetivo é ofender usuários) e spam verificados (perfis com selo de verificado que replicam posts em massa).

As novas regras seguem na sucessão das demissões em massa que ocorreram logo após o empresário assumir a direção do Twitter, e das propostas de monetizar o uso da rede social.

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A ideia consiste na criação da assinatura Twitter Blue, que, por US$ 8 por mês, os usuários poderão ter a conta verificada com o selo azul da plataforma.

Musk recebeu duras críticas por vincular o pagamento à verificação de contas, pois esta ferramenta era usada anteriormente para garantir a legitimidade de perfis oficiais, como empresas, órgãos de governo e figuras públicas, na rede social.

A decisão de Musk de tornar o Twitter uma empresa privada e retirá-la da Bolsa de Valores permitiu que ele fizesse grandes mudanças rapidamente, mas aumentou ainda mais o endividamento, uma opção arriscada para um negócio que gera prejuízo.

Demissões em massa no Twitter /Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Demissão em massa

Após efetuar a compra da rede social, Musk demitiu metade dos trabalhadores da empresa, inclusive toda a equipe de moderação de conteúdo, atingindo funcionários de todas as partes do mundo. Porém, teve que voltar atrás em alguns casos, após dispensar funcionários essenciais para a manutenção do site.

A informação dada, é de que os funcionários foram notificados sobre sua permanência na empresa através de um aviso em suas contas pessoais de e-mail.


No Brasil, uma parte da equipe com 150 funcionários do Twitter recebeu um e-mail, na madrugada de sexta-feira (4), avisando que suas funções não eram mais necessárias e tiveram seus computadores bloqueados, conforme informou o site Valor Econômico.

Musk justificou as demissões através de um post, alegando que a rede social estava perdendo publicidade por conta de ativistas. 

“O Twitter teve uma queda massiva em receita, devido aos grupos de ativistas fazendo pressão em anunciantes, mesmo que nada tenha mudado com moderação de conteúdo e que tenhamos feito tudo o que pudemos para apaziguar os ativistas. Totalmente zoado! Eles estão tentando destruir a liberdade de expressão nos Estados Unidos”, dizia o tuíte.

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