BR Properties (BRPR3) pretende reduzir seu capital em R$ 1,125 bi

A companhia definiu uma AGE para discutir a medida

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A controladora da TIM (TIMS3), a BR Properties (BRPR3), pretende realizar uma redução de capital, devolvendo mais de 25% do valor de suas ações.

A medida foi sugerida pela companhia considerar seu capital “excessivo”, restituindo seus acionistas em cerca de R$ 1,125 bilhão e deve ser decidida em Assembleia Geral Extraordinária (AGE)

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Em paralelo, a decisão está em curso de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), já possuindo a aprovação da Superintendência Geral.

Redução de capital da BR Properties

A empresa divulgou seus planos em Fato Relevante enviado ao mercado nesta quarta-feira (06). Nela, a BR Properties detalha que seu Conselho de Administração aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar a decisão.

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De acordo com o documento, a restituição de R$ 1,125 bilhão foi determinada pela companhia por considerar seu capital “excessivo”. Considerando um total de 464.243.333 ações, a BR Properties vai repassar uma quantia de aproximadamente R$ 2,42 por ativo.

A empresa destaca, ainda, que o valor poderá ser ajustado até a data em que a redução de capital se tornar eficaz. Esse reajuste vai, ainda, se basear na quantidade de ações em circulação em tal época.

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“A Companhia entende que uma redução de seu capital social no valor de R$1.125 bilhão otimizará a utilização de seu caixa, gerando equilíbrio entre sua necessidade de recursos, sua estrutura de capital, e a geração de valor ao seu acionista”, afirma a empresa.

Sede BR Properties/Fonte: Divulgação – LinkedIn

Essa operação vai acontecer sem o cancelamento de ações de emissão da BR Properties e em decorrência da venda de cerca de 80% de seus papéis com fundos imobiliários da Brookfield. A negociação vai render à empresa um total de R$ 5,922 bilhões e envolve 12 edifícios.

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O pagamento de 70% do montante será realizado na data do fechamento da aquisição de cada imóvel, representando a quantia de R$ 4.145 bilhões. A fatia restante, 30% do valor (R$ 1.776 bilhões), será paga em 12 meses após a data de fechamento.

A quantia será, ainda, corrigida pelo IPCA entre o fechamento da negociação e o dia 31 de dezembro deste ano. A partir do dia 1 de janeiro de 2023, o CDI também terá impacto sobre o montante.

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Após divulgar seus planos para a redução de seu capital, as ações da BR Properties apresentaram ligeiras valorizações nesta quinta-feira (07). Seus papéis somaram às 14:34 horas (Horário de Brasília) alta de 0,34%, atingindo os R$ 8,80.

No período de seis meses, suas ações apresentaram valorização de 36,28%. No entanto, em um ano, seus papéis se desvalorizaram em 1,79%.

Além de estar sujeita à aprovação em Assembleia Geral Extraordinária, a redução de capital da BR Properties também precisa do aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A companhia vendeu cerca de 80% de suas ações à Brookfield/Fonte: Reprodução

Se aprovada, a medida se tornará eficaz em 60 dias após a publicação da ata da Assembleia Geral Extraordinária convocada, que informará aos acionistas os procedimentos a serem adotados, a quantia exata a ser restituída por ação e as datas de pagamento e início de negociação dos papéis “exrestituição”.

Motivo da devolução

De acordo com a BR Properties, a decisão de restituir seus acionistas ao invés de investir a quantia reflete a situação econômica. Citando o atual cenário econômico, a companhia destaca que desde a assinatura dos contratos de compra e venda, o panorama nacional e estrangeiro continuam se deteriorando.

Dessa maneira, não enxergando investimentos no curto prazo que possam gerar retornos relevantes, “a companhia entende que uma vez concluídas as operações, o capital social da companhia se tornará excessivo, sendo necessário readequar a sua estrutura de capital, de modo que o caixa em excesso possa ser melhor rentabilizado por cada um de seus acionistas”, disse a BR Properties.

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