Lula prometeu criar 13 ministérios durante campanha; conheça os principais nomes cotados

Membros próximos ao presidente eleito, apostam que ele se cercará de ex-governadores para comandar os cargos

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O presidente recém-eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometeu criar 13 ministérios durante sua campanha. A Esplanada sob Lula deve contar com aproximadamente 34 ministérios já descontados os desmembramentos.

O petista proibiu seus aliados de discutir espaços no governo durante sua campanha presidencial. Quando perguntado, ele dizia que isso era assunto para se tratar depois de ganhar a eleição.

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“Não conversei com ninguém ainda, tenho muita gente na cabeça, mas não quero sentar na cadeira antes de ganhar as eleições. Primeiro tem que ganhar para depois montar equipe. Se montar agora eu arranjo mais inimigo do que amigo”, relatou Lula em live realizada no dia 26/10. Portanto, agora, o debate deve ser desinterditado.

O Ministério da Fazenda será dividido em 4 partes (Planejamento, Fazenda, Indústria e Pequena e Média Empresa). Já o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos se desmembra em três (Igualdade Racial, Mulher e Direitos Humanos).

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Confira as pastas que Lula pretende criar em seu novo governo: 

1- Planejamento (Economia);

2- Fazenda (Economia);

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3- Indústria* (Economia);

4- Pequena e média empresa (atual Economia);

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5- Igualdade Racial (atual Mulher, Família e Direitos Humanos);

6- Direitos Humanos (atual Mulher, Família e Direitos Humanos);

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7- Mulher (atual Mulher, Família e Direitos Humanos);

8- Segurança Pública (atual Justiça e Segurança Pública);

9- Povos Originários (atual Justiça e Segurança Pública);

10- Pesca (atual Agricultura);

11- Desenvolvimento agrário (atual Agricultura);

12- Cultura (atual Turismo);

13- Previdência (atual Trabalho e Previdência).

Os membros da chapa de Lula apostam que ele se cercará de ex-governadores de partidos aliados com experiência administrativa para o comando dos ministérios.

Lula e seus aliados/Foto: Reprodução

Ministério da Economia

Até o momento, as maiores especulações são sobre quem cuidará da área econômica do país no próximo governo de Lula.

São cotados para o cargo, o deputado Alexandre Padilha (PT), o senador eleito Wellington Dias (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) – esse, porém, diz que prefere cumprir tarefas do novo governo no Senado.

Durante a campanha eleitoral, o nome do vice-Presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) também foi cotado para assumir a Economia, mas ele rejeitou a responsabilidade. O mercado especula agora sobre a possibilidade do ex-ministro   da Fazenda Henrique Meirelles (União Brasil) assumir a área econômica.

Também foram mencionados para atuar na área econômica no plano de governo do presidente Lula, os aliados Fernando Haddad (PT) e Roberto Azevêdo. 

Relações Internacionais

O nome do ex-ministro Celso Amorim é considerado para representar novamente o governo Lula nas relações internacionais. Amorim foi ministro das Relações Exteriores entre 2003 e 2010, na gestão Lula na presidência. Entre 2011 e 2015, também foi ministro da Defesa do governo Dilma.

Amorim é presença frequente nas agendas de campanha de Lula e estava ao lado do presidente eleito no primeiro discurso feito ontem (31), após o anúncio do resultado. Aloizio Mercadante também foi citado para a pasta.


Principais cotados para as demais áreas

Simone Tebet (MDB), candidata a presidente no 1º turno, na qual se aliou ao petista nesta reta final, tem seu nome citado para a área de Agricultura e Educação.

Flávio Dino (PT) é o nome cotado para a pasta da Segurança Pública, enquanto Reginaldo Lopes (PT) pode ser o escolhido para comandar a Educação.

Os deputados eleitos Sônia Guajajara (PSOL-SP), Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Marina Silva (Rede-SP) devem permanecer em seus mandatos na Câmara para sustentar a base de apoio a Lula no Congresso.

Aloizio Mercadante e Gleisi Hoffmann são dois nomes já sugeridos para a Casa Civil, com foco nas relações institucionais da presidência com o Congresso.

Alckmin, além de atuar como vice, também intermediará o processo das diretrizes econômicas e da articulação política. Há expectativa de que o ex-governador de São Paulo assuma alguma secretaria ou até ministério ao longo do mandato.

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