Loft demite 312 funcionários no 3º tri e número sobe para 855 em 2022

A empresa afirma que os cortes não afetam o atendimento a clientes

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Nesta quarta-feira (07), a startup imobiliária Loft anunciou 312 demissões no grupo que engloba a Loft México, Credihome by Loft, CredPago, Vista, 123i e Foxteratua, com atuação no Brasil e no México. Segundo comunicado da empresa, o corte corresponde a 12% do quadro de 2.600 funcionários. A empresa não informou quais áreas e cargos foram atingidos.

A companhia, que no ano passado alcançou a condição de ‘unicórnio’ — jargão do mercado para startups avaliadas em mais de um bilhão de dólares —, mostra como o ambiente macroeconômico adverso no Brasil tem forçado empresas de crescimento acelerado a ajustar seus planos de expansão.

Plano de reestruturação 

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No total, apenas neste ano, a empresa demitiu cerca de 855 trabalhadores como parte do seu plano de reestruturação para a integração de suas empresas adquiridas.


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“Diversos processos entre a plataforma Loft e as empresas adquiridas foram simplificados com a reestruturação, gerando mais sinergias entre as empresas do grupo que proporcionarão aumento da eficiência operacional e potencializarão ainda mais nossos resultados”, afirma a empresa em nota.

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De acordo com a Loft, os ex-funcionários terão extensão do plano de saúde para o titular e dependentes por dois meses, apoio ao processo de recolocação profissional e facilitação da participação no plano de stock options (opção de compra de ações da empresa) para as pessoas elegíveis, entre outros benefícios.

A empresa afirma que os cortes não afetam o atendimento a clientes.

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“O atendimento a corretores parceiros, imobiliárias e clientes diretos passa a ser mais direto, com a redução de pontos de contato na compra, venda, financiamento imobiliário e contratação de aluguel sem fiador”, afirmou.

Startups apresentam demissões em massa em 2022/Foto: Reprodução

A Loft

Criada em 2018 como uma plataforma digital de compra e venda de apartamentos focada em São Paulo e Rio de Janeiro, ela conta com apoio de investidores como Andreessen Horowitz, Fifth Wall, Thrive Capital, QED Investors e Monashees. 

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A Loft deslanchou durante a pandemia e recebeu, em 2021, uma captação, sua quarta, que a avaliou em 2,2 bilhões de dólares.

Em abril, a startup concluiu o processo de integração com a CrediHome, empresa de crédito imobiliário que movimentou R$ 3,43 bilhões em financiamentos em 2021. Na ocasião, 159 funcionários foram demitidos, e a empresa afirmou que o quadro do grupo estava 6% maior, mesmo após os desligamentos.

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A proptech também realizou sua chegada em Porto Alegre, em uma parceria com a Auxiliadora Predial, uma das maiores e mais tradicionais imobiliárias da cidade. A capital gaúcha já estava nos planos da startup desde o ano passado, se juntando a São Paulo e Rio na área de cobertura da empresa.

Em setembro, a empresa anunciou sua entrada no mercado de compra e venda de casas, projetando um salto das então 80 mil propriedades listadas no seu sistema para mais de 110 mil até o final deste ano.


Startups apresentam demissões em massa em 2022

Após os investimentos da indústria de capital de risco terem crescido mais de 60 vezes no Brasil na última década, o mix de inflação e juros altos e a piora das condições macroeconômicas globais cortou o fluxo de recursos de investidores para financiar startups majoritariamente deficitárias, que têm tido que cortar na carne para preservar caixa.

No caso da Loft, com a nova rodada de cortes, a terceira neste ano, as demissões chegaram a 855 empregados em 2022.

Com isso, o site layoffsbrasil.com, criado para mostrar quantos profissionais de tecnologia no mercado, as demissões em startups brasileiras, que incluem ícones como QuintoAndar, Kavak, a plataforma para comércio eletrônico VTEX, a fintech Ebanx e a corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin, já superam 4,3 mil em 2022.

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