Jovem Pan divulga editorial e diz “não se vender” à governos

A mensagem foi veiculada em um vídeo exibido na emissora

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Na noite da última quinta-feira (3), o CEO do Grupo Jovem Pan, Roberto Araújo, apareceu em um vídeo editorial divulgado pela emissora para negar que o veículo passaria por uma mudança em sua linha editorial

Esta é, ainda, a primeira manifestação em nome do grupo sobre as recentes mudanças em seu time de profissionais logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, ocorrido no último domingo.

Jovem Pan se manifesta

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Após o Grupo anunciar a demissão do comentarista Caio Coppola, também foi confirmado na última segunda-feira (31) o desligamento do jornalista e apresentador Augusto Nunes.

O veículo, por sua vez, não deu razões para o corte mais recente. Disse apenas que “Em comum acordo, O Grupo Jovem Pan e o jornalista Augusto Nunes entenderam por bem pôr fim à parceria de trabalho que estava vigente há mais de cinco anos”.

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Assim, posteriormente, veículos de comunicação publicaram matérias e colunas noticiando e especulando sobre o motivo das demissões. Esse foi o estopim para que o veículo publicasse um editorial rebatendo as matérias.

No vídeo publicado, Roberto Araújo contesta as matérias divulgadas após a ocorrência de mudanças em seu time de profissionais. Descrevendo as notícias como “mentiras” e ficcionais, Araújo afirma que essas “São mudanças normais e a renovação faz parte do processo contínuo de evolução da empresa.”

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Grupo Jovem Pan passa por mudanças em seu quadro de profissionais/Foto: Reprodução

Na mensagem, o diretor-executivo do grupo cita em especial uma manchete publicada pela Folha de S. Paulo, intitulada “Desobediência civil não sairá do meu bolso, diz dono da Jovem Pan sobre desmanche”.

Além disso, Araújo também cita o portal Uol e diversos colunistas que especularam acerca dos desligamentos, “distorcendo fatos e inventando narrativas que atendem única e exclusivamente a finalidade de manchar a imagem da Jovem Pan junto ao seu público.”, segundo o diretor.

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No editorial, além de dizer que o veículo atua com os mesmos valores e princípios “há 80 anos”, Araújo também afirma que “o compromisso com a verdade não tem preço”.

“Não negociamos nossos valores. Não nos vendemos para governo Bolsonaro, Lula ou de qualquer outro político. Os que insinuam ao contrário estão querendo rebaixar a Jovem Pan ao submundo frequentado por eles.”, disse.

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Assim, no fim do comunicado publicado, o veículo envia uma mensagem aos seus espectadores e ouvintes: “E para você que nos honra com sua audiência, fique tranquilo. A Jovem Pan é a mesma emissora na qual você sempre confiou.”

Demissões

Desde o início do período eleitoral, o Grupo Jovem Pan, que se manifestou a favor da reeleição de Jair Bolsonaro (PL), já anunciou a demissão de ao menos 7 jornalistas.

O primeiro profissional a ser demitido pelo veículo é Caio Coppola, pouco antes do início das votações do segundo turno das eleições. O motivo, no entanto, não foi revelado.

Logo em seguida, na tarde da última segunda-feira (31), a Jovem Pan divulgou o desligamento do comentarista Augusto Nunes. Dessa vez, em comunicado, o veículo afirmou que a demissão foi fruto de um “comum acordo”.

Augusto Nunes foi desligado da Jovem Pan/Foto: Reprodução

Na última terça-feira (1), foi a vez da JP anunciar o desligamento de Guga Noblat, outro comentarista do veículo. No Twitter, Noblat disse que “Acabo de ser comunicado que estou fora da Jovem Pan por não ter defendido a rádio na história da censura. Estava desde a semana passada afastado e agora é definitivo.”

Ela foi seguida pela demissão do apresentador Maicon Rodrigues, Guilherme Fiuza e Carla Cecato, que atuava ativamente na gestão da reeleição de Jair Bolsonaro.


Mais recentemente, na última quarta-feira (2), Cristina Graeml foi o último nome a deixar o quadro profissional da Jovem Pan. No twitter, a ex-comentarista política afirmou que não integra mais o “quadro de comentaristas da Jovem Pan News”.

Graeml utilizou seu perfil, ainda, para se dizer vítima de censura do veículo. “Sigo sob censura na Jovem Pan, porque é assim que tiranos agem, tentando calar quem não se curva às mentiras oficiais de um sistema aparelhado. Mas estarei logo mais ao vivo na Gazeta do Povo”, disse.

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