João Amoêdo é suspenso do Novo após declarar voto em Lula

O desligamento foi comunicado nesta quinta-feira (27)

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Nesta quinta-feira (27), o Partido Novo comunicou o encerramento das atividades de seu fundador e candidato às eleições presidenciais de 2018 pela agremiação partidária, João Amoêdo.

O desligamento do político foi anunciado após Amoêdo declarar voto no candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

João Amoêdo é desligado do Novo

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A cessação de suas atividades no Partido foi anunciada nesta quinta-feira, e já passa a valer a partir de hoje.

O posicionamento, que já havia levantado críticas por companheiros de chapa, foi declarado por Amoêdo há cerca de duas semanas, em uma entrevista à Folha.

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Ao veículo, o político disse que “os fatos, a história recente e o resultado do 1º turno, que fortaleceram a base de apoio de Bolsonaro, me levam à conclusão de que o atual presidente apresenta um risco substancialmente maior.”

Após a derrota de Felipe D’Ávila, candidato do Partido Novo, no primeiro turno das eleições presidenciais, a agremiação havia declarado voto nulo.

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Partido Novo havia declarado neutralidade/Foto: Agência Pública

Isso, no entanto, não impediu que seus afiliados declarassem seus votos individuais: logo após confirmar neutralidade, o partido emitiu uma nota liberando o voto dos seus integrantes no segundo turno das eleições.

Assim, após declarar voto no candidato petista, João Amoêdo, que é o fundador do Partido Novo, foi suspenso da agremiação.

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A medida foi aprovada pelo presidente do partido, Eduardo Ribeiro, que afirmou a jornalistas que apesar da liberação dos votos dos filiados ao Novo, não seria “liberado” apoiar o candidato petista.

Para Ribeiro, há integrantes da agremiação que votem em Jair Bolsonaro (PL), mesmo que de forma crítica, e quem anule o voto.

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Amoêdo se manifesta

Logo após o anúncio de suas atividades no Partido Novo foram suspensas, o político se manifestou sobre a decisão através do Twitter.

Ao longo da série de Tweets, o político afirma que a decisão foi recebida com “surpresa e indignação”, e que o processo de expulsão foi aceito por 4 votos a favor a 3, todos os favoráveis, de acordo com o político, apoiam Jair Bolsonaro no segundo turno.

Amoêdo diz, ainda, que a Comissão de Ética Partidária lhe deu um período de 10 dias para apresentar sua defesa no processo de expulsão. 

O político diz que, além de se defender no processo, também irá tomar “as medidas jurídicas adequadas” para garantir o direito dos filiados de se manifestar de acordo com a legislação brasileira e as regras do Partido Novo.

Posicionamento é criticado

O posicionamento do político, que ao fim do ano passado havia afirmado neutralidade na disputa entre Jair Bolsonaro e Lula, diverge de sua chapa e companheiros, gerando críticas, inclusive, por parte de filiados ao Novo.

Dessa forma, após a sua derrota durante o primeiro turno das eleições presidenciais, o candidato pela agremiação, Felipe D’Ávila, manifestou-se contra o posicionamento de Amoêdo para o segundo turno.

Felipe D’Ávila foi derrotado no primeiro turno das eleições/Foto: Reprodução

Em um tweet, publicado em seguida à declaração do companheiro, D´Ávila afirmou que o posicionamento seria uma “traição aos valores morais”, ao próprio Partido Novo e à “todas as pessoas que criaram um partido para livrar o Brasil do lulopetismo que tantos males criou ao Brasil.”

O político diz, ainda, que Amoêdo “não representa os valores liberais”. “Amoedo: pega o boné e vai embora”, concluiu.

Divergências

Nota-se, ainda, que a relação entre o político e o Partido Novo já havia passado por turbulências no passado. 


Dentre a série de discordâncias entre o fundador e os filiados à agremiação, é possível citar a declaração pública de Amoêdo contra a soltura do Deputado Federal Daniel Silveira (PTB-RJ), enquanto a bancada havia discordado da prisão.

Quando o partido se declarou contra ao chefe do Executivo e à obrigatoriedade da vacinação contra o Covid-19, Amoêdo também divergiu do posicionamento da agremiação.

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