IPCA de novembro registra alta de 0,41% e fica abaixo de outubro

O medidor da inflação apresenta alta em sete dos nove grupos; Combustíveis é o destaque

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,41% no mês de novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, considerado parâmetro da inflação, apresentou alta em sete dos nove grupos pesquisados.

O resultado foi abaixo da expectativa do mercado, de 0,53%, desacelerado pelo grupo de Comunicação (-0,14%) e Artigos de residência (-0,68%), embora os impactos positivos de Transportes (0,83%) e Alimentação e bebidas (0,53%).

Novembro abaixo das expectativas

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No ano, o resultado ficou em 5,13%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa foi para 5,90% em novembro, contra 6,47%, taxa de outubro de 2021 a outubro de 2022. É a primeira vez desde fevereiro de 2021 (5,20%) que o índice fica abaixo de 6%.

O IPCA de outubro havia quebrado uma deflação contínua de três meses, com uma alta de 0,59%, o que representa 0,18 ponto percentual acima do resultado deste mês. Em novembro de 2021, o medidor havia marcado uma alta de 0,95%.

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Em razão dos dados recém divulgados, a estimativa do mercado foi de 5,91% para 5,92% para a inflação para 2022, é a sexta vez consecutiva que a expectativa aumentou.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu 3,5% como meta de inflação para este ano, com uma margem de 1,5%. Mesmo em função de conter a inflação prevista, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a maior taxa básica de juros desde janeiro de 2017 pela quarta vez seguida. Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano.

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Alta em sete grupos do IPCA

Entre os nove grupos que compõem o indicador medidor da inflação brasileira, sete demonstraram alta. O indicador foi puxado por Transportes (0,58%), impacto da alta dos preços dos combustíveis, e Alimentação, pela inflação dos preços da cebola e tomate, especialmente.

Embora Alimentação e bebidas tenha manifestado um recuo de 0,72%, em outubro, para 0,53% neste mês, sua taxa se manteve acima dos demais grupos.

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Alta no preço da cebola/Foto: Folha de S. Paulo

Juntos, Alimentação e Transportes compuseram 71% do IPCA.

Vestuário manteve alta acima de 1% pelo quarto mês seguido, com 1,10%. Com destaque em roupas femininas (1,46%), roupas infantis (1,34%) e acessórios (1,03%). Despesas pessoais registrou 0,21% e Educação 0,02%.

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Em comparação a outubro, Habitação subiu de 0,34% para 0,51%, pela alta de 0,80% do aluguel residencial, de 0,58% de água e esgoto, e 0,56% de energia elétrica residencial. Enquanto Saúde e cuidados pessoais caiu de 1,16% para 0,02%, mesmo com o crescimento de 1,20% em planos de saúde. 

A queda se deu por conta dos artigos de higiene pessoal, que de 2,28% foi para 0,98%, em destaque pelo recuo de 4,87% em perfumes e 3,24% em artigos de maquiagem. 

Os únicos grupos a registrarem uma baixa foram Artigos de residência (-0,68%) e Comunicação (-0,14%).

Transportes e Alimentação

A alta de 0,83% em Transportes se deu, principalmente, pelo preço dos combustíveis. Enquanto o recuo de outubro foi de 1,27%, novembro apresentou um crescimento de 3,29%, composto por um crescimento de 7,57% no preço do etanol, 2,99% na gasolina e 0,11% no óleo diesel. 

O gás veicular foi a exceção do grupo, com uma queda de 1,77%. Somente ele contribuiu com 0,14 p.p no resultado do IPCA.

Ainda em Transportes, emplacamento e licença subiu 1,72%, seguro voluntário de veículo cresceu 0,97% e automóvel novo com uma alta de 0,97%.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a alta de 0,53% em Alimentação e bebidas foi resultado da inflação nos produtos alimentares em domicílio (0,58%). Entre os maiores impactos, a cebola (23,02%) e o tomate (15,71%) demonstraram as maiores altas do grupo.

Frutas (2,91%) e arroz (1,46%) também apresentaram crescimento. Já os produtos que recuaram foram leite longa vida (-7,09%), frango em pedaços (-1,75%) e queijo (-1,38%). 

Alimentação fora do domicílio também registrou uma queda de 0,39%. Apesar do lanche ter subido para 0,42%, diante de 0,30% em outubro, refeição foi de 0,36% para 0,61%, em comparação ao mês prévio.


Variações das áreas

Das 15 áreas pesquisadas, os maiores destaques foram Brasília com a maior alta (1,03%), puxada pela energia elétrica (19,85%), e Vitória com a menor (0,09%), desacelerada pela queda de 22,25% do preço das passagens aéreas.

  • Brasília: 1,03%;
  • Goiânia: 0,95%;
  • Belo Horizonte: 0,54%;
  • Porto Alegre: 0,42%;
  • São Paulo: 0,40%;
  • Recife: 0,39%;
  • São Luís: 0,36%;
  • Rio de Janeiro: 0,34%;
  • Fortaleza: 0,28%;
  • Campo Grande: 0,27%;
  • Salvador: 0,26%;
  • Curitiba: 0,23%;
  • Rio Branco: 0,12%;
  • Aracaju: 0,12%;
  • Belém: 0,10%;
  • Vitória: 0,09%;

INPC

Do mesmo modo que o IPCA de novembro registrou uma alta inferior ao resultado do mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também demonstrou uma alta (0,38%) abaixo dos dados de outubro (0,47%).

O crescimento de 0,38% do INPC é equivalente ao acumulado de 5,21% no ano, contra 0,84% de novembro de 2021. Já nos últimos 12 meses, a alta de 5,97% se manteve abaixo dos 6,46% nos últimos 12 meses anteriores (outubro de 2021 a outubro de 2022).

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