Inflação nos EUA fecha 2022 com alta de 6,5% e desacelera 0,1% em dezembro

A projeção alcançada no mês ficou próxima da estimativa realizada pelos analistas

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De acordo com os dados divulgados na última quinta-feira (12) pelo Departamento do Trabalho do país, a inflação nos Estados Unidos caiu 0,1% em dezembro. No período de 12 meses, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) acumula alta de 6,5%, ante a variação positiva de 7,1% registrada em outubro.

Projeção do mercado

A inflação do mês ficou próxima da estimativa realizada pelos analistas. O consenso Refinitiv apontava para estabilidade nos preços (0,1%) em comparação com novembro e alta de 6,5% no ano. 

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Sendo o sexto mês consecutivo de queda na taxa de inflação anual após o pico de 9,1% atingido em junho. A inflação americana no primeiro semestre de 2022 alcançou seu maior patamar em 40 anos, sendo considerado o pior nível desde o choque do petróleo no fim dos anos 70. 

O resultado abaixo do esperado pode ajudar o Federal Reserve (Fed) a diminuir o ritmo de aumento dos juros americanos e promover um aumento mais ameno das taxas. 

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Índices de inflação nos EUA

O CPI mede a evolução dos preços de bens e serviços, sendo responsável por medir a variação média ao longo do tempo dos preços pagos pelos consumidores urbanos.

De acordo com o Departamento do Trabalho, o índice da gasolina foi de longe o que mais contribuiu para a queda mensal de todos os itens em dezembro, estando mais do que compensado os aumentos nos índices de habitação. O índice de alimentos aumentou 0,3% no mês, com a alimentação em casa crescendo 0,2%.  

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O índice de energia caiu 4,5% ao longo do mês. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês de dezembro, após a alta de 0,2% em novembro.

A maior alta observada foi no gás encanado, com avanço de 3,0%.

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“O índice de alimentos aumentou 0,3% no mês, com o índice de alimentos em casa subindo 0,2%. O índice de energia caiu 4,5% ao longo do mês, como a gasolina caindo; outros principais produtos componentes do índice de energia aumentaram ao longo do mês”, apontou a instituição.

Legenda: Presidente do Fed diz que o órgão precisa de independência para combater a inflação. /Foto: Samuel Corum/Getty Images

Posicionamento do Presidente do Fed

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, apontou na última terça-feira (10), que a independência do Fed da influência política é fundamental para sua capacidade de combater a inflação, mas exige que fique fora de questão a mudança climática, que está além de seu mandato estabelecido pelo Congresso.

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“Restaurar a estabilidade de preços quando a inflação está alta pode exigir medidas que não são populares no curto prazo, conforme aumentamos as taxas de juros para desacelerar a economia (…)”, afirma Powell. 

“ (…) A ausência de controle político direto sobre nossas decisões nos permite tomar essas medidas necessárias sem considerar fatores políticos de curto prazo”, disse Powell em um fórum sobre a independência dos bancos centrais patrocinado pelo banco central sueco.

Ele informou também que a necessidade de o Fed administrar a inflação por meio de taxas de juros e outras medidas é “bem compreendida e amplamente aceita”.


Inflação americana em comparação com a brasileira

Diante do cenário de pressões inflacionárias, havia uma expectativa de que a inflação dos EUA ficasse superior à do Brasil no fim do ano, o que não aconteceu. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) brasileiro fechou em 5,79% em 2022.

A comparação exige algumas precauções. O resultado da inflação brasileira teria sido maior caso não tivessem ocorrido as desonerações de combustíveis ocorridas no segundo semestre. O fim das desonerações previsto para 2023 devem acarretar para este ano novas pressões inflacionárias no Brasil.

Uma inflação americana estando no patamar de 8% como vista em partes deste ano, é algo fora do comum para a economia do país, que está acostumada com a inflação abaixo de 2% e juros baixos.

Os economistas seguem em alerta observando em que ritmo a desaceleração inflacionária nos EUA e em outras economias desenvolvidas continuará de fato em 2023.

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