Haddad cresce como possível nomeação para Fazenda

Ex-prefeito de São Paulo substituiu presidente eleito em almoço com bancários

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O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi indicado para substituir o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no almoço com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) desta sexta-feira (25), evento anual com a principal entidade bancária do país. 

Ao ápice de uma nomeação ao Ministério da Fazenda, Haddad chega cada vez mais perto do cargo ao indicar “dobradinha” com o ex-presidente do Banco Central e do BNDES, Pérsio Arida, como ministro do Planejamento. Pasta mais aceita pelo mercado que rejeita o ex-prefeito.

Rejeição

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Por não apresentar perfil técnico, o petista não está cogitado como uma figura desejada pelo mercado e, embora se adeque ao caráter político, se tornou alvo de dúvidas a respeito de suas capacidades de articulação no Congresso Nacional.

Foi no início desta semana que Haddad tem sido cotado para assumir o controle do Ministério da Fazenda.

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O aliado de Lula o acompanhou no Egito no começo do mês, na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), e em Portugal. Em seguida, juntamente com sua presença na COP 27, os rumores da proposta de “dobradinha”, defendida pelo PT (Partido dos Trabalhadores), contribuíram para seu ganho de força.

O cenário que inclui Haddad mais aceito pelo mercado, até então, é a parceria com Pérsio Arida. Enquanto Haddad entraria como ministro da Fazenda, o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Banco Central ocuparia o cargo de ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão.

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Contudo, a preferência do mercado financeiro é Persio Arida ao cargo da Fazenda. Já para Haddad, o desejo é que ele volte para um ministério de área social, como foi ministro da Economia, entre os anos de 2005 a 2012, durante os governos Lula e Dilma Rousseff.

Equipe de transição de Lula/Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

“Dobradinha”

Nome cotado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Pérsio Arida é uma das principais figuras econômicas do país. Um dos criadores do Plano Real, a nomeação do economista liberal pode acarretar em respostas negativas do mercado.

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Mais conhecido por transitar entre cargos governamentais, acadêmicos e do setor privado, é membro da equipe de Economia de transição, segundo indicação do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB). Ele divide o trabalho com os economistas André Lara Resende, Guilherme Mello e Nelson Barbosa.

A fim de agradar os agentes econômicos, caso a “dobradinha” seja efetuada, os anúncios de ambos devem ser feitos juntos para reduzir a reação volátil do mercado.

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Almoço com a Febraban

Em vista da recente cirurgia na garganta de Lula, sua presença foi substituída por Haddad no evento anual da Febraban na tarde desta sexta, almoço com os principais banqueiros do país. O ex-prefeito de São Paulo deve discursar após a abertura do presidente da Febraban, Isaac Sidney, e a exposição do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A urgência cada vez maior sobre a nomeação do cargo de ministro da Fazenda, em função da negociação da PEC de Transição, diretamente atrelada à PEC do Bolsa Família, programa que será retomado pelo governo eleito, foi intensificada pelo nome de Haddad no almoço. 

A indicação foi feita, segundo petistas, com objetivo de testar os banqueiros em resposta a Haddad. A avaliação de Lula deve ser realizada a partir da recepção e reação dos agentes econômicos. 

Entretanto, o preenchimento de Haddad não é garantia do cargo responsável pela pasta. Ao mesmo tempo que a definição deve ser feita com exigência, em ordem de avançar com a PEC de Transição, o desejo dos aliados do ex-prefeito é um cargo em um ministério da área social, deste modo, formando uma antecedência à sua candidatura em 2026 e sucedendo Lula. 

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