Ex-porta-voz do governo Bolsonaro reconhece resultado eleitoral: “é preciso saber ganhar e perder com dignidade”

Otávio Santana do Rêgo Barros é general de divisão da reserva

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Nesta sexta-feira (11), em um artigo publicado pelo Jornal do Commercio, o general de Divisão da reserva e ex-porta-voz do governo Bolsonaro, Otávio Santana do Rêgo Barros, fez críticas àqueles que não aceitaram o resultado das eleições presidenciais.

No texto, Barros criticou os manifestantes e afirmou que “Os perdedores precisam respirar, cicatrizar as feridas da disputa, tratá-las com elixir de serenidade e recomeçar na conquista de seguidores para a próxima ronda…”

Artigo publicado

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Em sua coluna, intitulada “A eleição acabou dia 30 de outubro e ponto final”, o militar reconhece o resultado das eleições presidenciais e faz críticas aos manifestantes que questionam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.


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Dessa forma, além de afirmar que as eleições acabaram no “dia 30 de outubro e ponto final”, Barros descreve a atitude de manifestantes que não aceitaram o resultado como irracionais.

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“É irracional a insistência de algumas pessoas em manter acesa uma fogueira de divergências pessoais e políticas a queimar madeira podre e molhada que é difícil de pegar, não aquece e ainda espalha fumaça”, disse.

Além disso, o militar questiona se os manifestantes que se opõem ao resultado das eleições presidenciais acreditam que vão “mudar o curso da história com bravatas e gritos”, promovendo bloqueios de rodovias descritas por Barros como “violentos” e “espalhando estultices nos grupos de Whatsapp”.

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Bloqueio de um trecho da BR-101 em Igarassu, no dia 1/11/Foto: Reprodução

O ex-porta-voz do governo Bolsonaro também se manifestou sobre o processo eleitoral, atestando sua confiabilidade. “A disputa eleitoral foi estabelecida sob regras testadas historicamente, consentidas pelos postulantes e partidos, e fiscalizadas por um sem número de interessados”, disse.

Para Barros, “diferente disso é teoria da conspiração”.

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Sobre o governo atual

Além de criticar os manifestantes que, atualmente, clamam por intervenções militares e reconhecer o processo eleitoral, o general da Divisão da reserva também aproveitou para, em sua coluna, se manifestar sobre o governo atual.

Para o militar, será preciso “tempo e união” para realizar as propostas de campanha em projetos concretos.

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Além disso, ele também aponta que é “certo que faltará dinheiro para tantas benesses prometidas. As políticas com o puxa daqui e encolhe dali do orçamento darão forma aos projetos dos futuros governos. Críticas devem ser bem-vindas.”, afirma.

O militar diz, ainda, que a sociedade deve mudar a forma de agir com as discordâncias, afirmando que o “maniqueísmo doentio que estabeleceu o “nós contra eles” como combustível das relações sociais” deve ser erradicado.

Imagem ilustrativa/Foto: VEJA

O repasse de informações também foi criticado pelo militar, que disse que os grupos, atualmente, colhem “informações desconectadas da realidade”, as tomam como verdade e repassam-nas para a sua lista de contatos.

“Largue o celular uma semana e você perceberá que nada perdeu de importante com as discussões digitais dos grupos de trabalho, futebol, família, condomínio.”, disse.

Forças armadas comentam manifestações

Ainda nesta sexta-feira (11), as forças armadas divulgaram uma nota comentando as manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

No início da mensagem publicada, a instituição afirma seu compromisso com a democracia brasileira. “a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história”.


Dessa forma, as Forças Armadas consideraram os protestos como legítimos ao citar a Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, que estabelece: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

No entanto, para a instituição, “quaisquer excessos cometidos por agentes públicos ou em manifestações são condenáveis”.

“Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos

subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo”, conclui a nota.

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