G20 busca consenso político para regulação global para criptomoedas

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A regulação do mercado de criptomoedas está atraindo a atenção do G20, grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

De acordo com uma reportagem da Reuters, o G20 está buscando construir um consenso político sobre os criptoativos para promover uma regulação global deste mercado.

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Foi o que informou o secretário federal de assuntos econômicos da Índia, Ajay Seth, na última quarta-feira (14). A Índia, que atualmente detém a presidência do G20, sediará a primeira reunião do grupo de líderes das finanças e de bancos centrais nos dias 13 e 15 de dezembro em Bengaluru.


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A Índia assumiu a presidência do G20 no início de dezembro para um mandato de um ano, substituindo a Indonésia.

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Em uma entrevista, Seth afirmou que as implicações dos ativos digitais para a economia, para a política monetária e para o setor bancário devem ser estudadas de modo a formar esse consenso.

“O regulamento deve fluir da visão política adotada. Na verdade, uma das prioridades que foram colocadas na mesa é ajudar os países a construir um consenso para a abordagem política dos criptoativos”, disse ele.

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Regulação global do mercado cripto

O foco do G20 na regulação do mercado cripto ocorre em um ano em que ocorreram vários “desastres” no setor.

Em maio, houve o colapso da rede Terra, com a LUNA e a stablecoin UST indo a praticamente zero. Em seguida, empresas expostas a esses ativos colapsaram, como a Celsius e a Three Arrows Capital (3AC).

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Depois, no início do mês de novembro, a exchange FTX entrou com pedido de recuperação judicial e causou perdas bilionárias aos investidores e clientes.

Tudo isso resultou em grandes perdas para o mercado de cripto. Os preços das moedas digitais, bem como o seu valor de mercado, caíram muito, gerando incertezas e novas perdas.

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Além disso, o colapso de empresas do setor alarmou os reguladores em todo o mundo que agora estão correndo para tentar regular este mercado e tentar mitigar futuros danos aos clientes.


Ocorre que cada país está fazendo isso à sua maneira e a ideia do G20 é justamente “padronizar” as ações.

Mas o G20 não é o único a buscar uma regulação global. Afinal, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, divulgou um relatório nesta semana pedindo uma ação política urgente sobre os criptoativos. 

No documento, a OCDE afirmou que a indústria cripto está muito concentrada em um pequeno grupo de players.

Além disso, destacou que as falhas de empresas como a FTX, por exemplo, expuseram a relação entre as empresas do setor.

“Isso aumenta os riscos de interrupção e contágio em larga escala nos mercados cripto se algum desses players dominantes enfrentar dificuldades no futuro”, disse.

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