Federal Reserve sobe taxa de juros em 0,5 p.p. e desacelera ritmo de altas

Com isso, o intervalo fica entre 4,25% e 4,5%

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Nesta quarta-feira (14), o comitê do Federal Reserve (Fed) responsável por realizar as decisões sobre as taxas de juros nos Estados Unidos, o Fomc, publicou a decisão da autoridade de aumentar os juros em 0,5%, estabelecendo a taxa entre 4,25% e 4,5%.

A decisão foi divulgada às 16:00 horas (Horário de Brasília) desta quarta-feira.

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Apesar de representar o maior intervalo desde 2007, a alta representa uma desaceleração nas elevações feitas pela autoridade monetária norte-americana, que havia subido a taxa em 0,75% por quatro vezes seguidas, em uma tentativa de conter a inflação do país.

A decisão do Federal Reserve foi aprovada por unanimidade. A autoridade vinha discutindo a desaceleração no ciclo de elevações das taxas de juros, ponderando seu impacto atrasado na economia.

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Sua expectativa para o próximo ano, no entanto, permanece em 5,1%, representando um aumento de 0,5% em relação à estimativa anterior do Fed, de 4,6% para o ano de 2023.

Suas expectativas para os próximos dois anos, no entanto, foram reduzidas, de 4,10% para 3,9% em 2024, e de 3,10% para 2,9% para o ano de 2025.

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No documento publicado pelo Banco Central Americano, a autoridade afirmou que “O Comitê antecipa que os aumentos em curso na faixa da meta serão apropriados para atingir uma postura de política monetária suficientemente restritiva para retornar a inflação para 2% ao longo do tempo”.

No entanto, o Fed também assegura que, caso apareçam riscos que possam atrapalhar o Banco a alcançar suas metas, “”O Comitê estaria preparado para ajustar a orientação da política monetária”.

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Discurso de Powell

Pouco tempo depois da divulgação dos dados, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, falou sobre a decisão da autoridade monetária, às 16:30 horas (Horário de Brasília).

Em seu discurso, Powell deu detalhes sobre as projeções econômicas do país sobre a inflação, taxa de juros, desemprego e crescimento da economia.

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Segundo o presidente, a economia dos Estados Unidos apresentou uma desaceleração em relação aos números do ano passado. No entanto, uma política restritiva ainda será necessária por um tempo, disse.


Powell afirmou, ainda, que os dois últimos resultados do CPI, o Índice de Preços ao Consumidor do país, apresentaram uma redução “bem-vinda”, na alta em ritmo mensal dos preços.

“Precisamos de mais evidências substanciais para crer que a inflação está em um ritmo de queda constante”, sinalizou.

O representante do Banco Central americano também reforçou a posição da autoridade monetária em seu discurso: “O registro histórico é contrário à um afrouxamento prematuro da política. Permaneceremos no caminho até que o trabalho esteja feito”.

“Por agora, esperávamos um progresso mais rápido no [combate ao] nível de inflação”, conclui.

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