Estudo da CNC prevê redução de vendas para o Natal de 2021

O setor de hiper e supermercados deverá ser o destaque de movimentação financeira no período, respondendo por 38,5% (R$22,11 bilhões) do volume total de vendas

Publicidade

Publicidade

De acordo com um estudo divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta terça-feira (13), revela que o Natal, principal data do varejo brasileiro, deve recuar no número de vendas pelo segundo ano consecutivo.

Segundo o relatório, a estimativa é que o Natal deverá movimentar cerca de R$57,48 bilhões em vendas. Este número, se comparado ao mesmo período de 2020, vai representar um aumento de 9,8%, porém, se descontada a inflação, o volume de vendas terá um número de -2,6% em relação ao volume de vendas natalinas em 2020.

Volume de vendas de Natal no Varejo | Fonte: CNC
Publicidade

A diferença deste ano para o anterior são as medidas sanitárias impostas pelos governos federal e estadual em relação a pandemia da COVID-19. 

Em 2020, as medidas estavam muito mais rígidas e havia muito menos fluxo de pessoas nos comércios, já para 2021, o varejo encontra uma normalização no fluxo de consumidores ao nível pré-pandemia.

Publicidade

Apesar da maior circulação de pessoas em Shoppings, Mercados e outros setores varejistas, a situação econômica do Brasil também afeta as vendas de final de ano. 

Publicidade

De acordo com o estudo, a deterioração das condições de consumo materializada pela inflação elevada, juros em alta e mercado de trabalho em lenta recuperação impedem a construção de um cenário mais otimista para o varejo às vésperas do Natal de 2021.

SETORES EM DESTAQUE

Publicidade

Publicidade

Ao contrário de anos anteriores, o setor que vai liderar as movimentações financeiras no Natal deste ano será o de Hiper e Supermercados. De acordo com a CNC, o ramo responderá por 38,5% (R$22,11 bilhões) do volume total. 

Em seguida se encontram os estabelecimentos especializados na comercialização de itens de vestuário, calçados e acessórios (35,3% do total ou R$20,28 bilhões) e pelas lojas especializadas na venda de artigos de uso pessoal e doméstico (13,2% ou R$7,60 bilhões).

Publicidade

Expectativa de Faturamento no Natal de 2021 segundo setores do varejo | Fonte: CNC

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que a expectativa se justifica pela relevância do comércio de alimentos no faturamento anual do varejo brasileiro. 

“Historicamente, é o principal responsável pela geração de receitas do segmento. O ramo do vestuário aparece em seguida por ser o mais impactado pela data, apresentando, em média, crescimento de 89% nas vendas, na passagem de novembro para dezembro”, afirma.

Publicidade

CENÁRIO A PARTE

Em São Paulo, principal polo econômico do Brasil, o Natal é muito esperado por lojistas na região e deve movimentar as vendas. De acordo com uma pesquisa realizada pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), com a participação das principais CDLs do Estado, o crescimento ficará em torno de 5%.

De acordo com a entidade, 77% dos consumidores pretendem ir às compras nesse período. Os principais fatores que colaboram para essa expectativa otimista dos lojistas são o pagamento do 13° salário, o avanço da vacinação no estado e a flexibilização do comércio. 

A estimativa é de que, somente no Estado de São Paulo, sejam injetados 40 bilhões de reais na economia. 

Regionalmente, o estudo da CNC prevê que São Paulo abra mais 25 mil vagas para este período de compras, seguido de Minas Gerais (9,63 mil), Paraná (7,09 mil) e Rio de Janeiro (6,63 mil).

A expectativa da CNC é de que sejam criadas 89,4 mil vagas temporárias para o Natal deste ano

CONTRATAÇÕES

Do ponto de vista do emprego, a expectativa da CNC é de que sejam criadas 89,4 mil vagas temporárias para o Natal deste ano – contingente 31% maior do que as contratações para o atípico Natal de 2020, porém inferior às 91,6 mil vagas criadas para a data de 2019. 

Há três meses, a entidade projetava abertura de 94,2 mil postos de trabalho temporários. A incerteza quanto à sustentabilidade do volume de vendas do varejo no início de 2022 deverá dificultar a efetivação dos trabalhadores contratados temporariamente neste fim de ano. 

A previsão inicial da CNC que apontava para uma taxa de absorção de trabalhadores contratados de aproximadamente 12,2%, foi revisada para 4,9%. 

O principal fator se deve à deterioração das condições de consumo e seus impactos sobre o nível de atividade do varejo no início de 2022.

Publicidade