Entregadores do Reino Unido entram em greve na Black Friday

Principal Serviço postal do Reino Unido entra em greve, prejudicando entregas e vendas do país

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Cerca de 235 mil trabalhadores entram em greve no Reino Unido, nesta sexta-feira (25) de Black Friday, com trabalhadores de escolas, universidades e serviços postais protestando contra as condições de trabalho. 

Muitos varejos enfrentam dificuldades com a greve que interrompe as entregas e  reduz as vendas online. Sendo assim, a economia britânica pode sofrer uma queda, devido à paralisação. 

A greve

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Os funcionários têm exigido melhores condições salariais, devido ao aumento dos alimentos e energia do Reino Unido. Com  o aumento das contas no país, o Banco Central da Inglaterra divulgou na quinta-feira (17) que a taxa de inflação apresentava uma alta de 11,1%, assim como  o Produto Interno Bruto (PIB) do país, que registrou uma queda de 0,2%.

O serviço postal nacional do Reino Unido, Royal Mail, aponta que na quinta-feira (24), haviam 115 mil funcionários em paralisação para interromper as vendas e entregas da Black Friday. 

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Empresas menores dizem que, devido à greve de funcionários no Royal Mail, muitos de seus serviços têm sido afetados, já que de acordo com o vice-presidente e gerente geral do eBay, Murray Lambel, muitos serviços “dependem de um serviço de correio eficiente para grande parte de seus negócios”.

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Neste ano, a população britânica entrou em greve por conta da situação econômica que o país enfrenta, já que por conta da taxa alta na inflação, o Reino Unido pode passar por uma recessão.

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A greve tem se espalhado para mais setores, como educação e saúde, com mais de 70 mil trabalhadores universitários em 150 universidades no Reino Unido entre a última quinta-feira (24) e o dia de hoje, pedindo condições de trabalho e pensões  melhores.

De acordo com a University and College Union, que organizou a greve, o ensino superior britânico registrou a maior greve da história, afetando cerca de 2,5 milhões de estudantes.  

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Na Escócia, grande parte das escolas foram fechadas ontem, com 50 mil professores em paralisação no primeiro dia de greve nacional, onde, de acordo com o Instituo Educacional da Escócia, os profissionais têm lutado por uma melhora no salário. 

No Royal College of Nursing, mais de 300 mil enfermeiros avisaram que fariam uma greve em dezembro, também exigindo melhores condições salariais.

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University and College Union organiza greve devido condições precárias no salário dos professores Créditos: Reprodução

As entregas de fim de ano 

Por mais que a greve de entregadores no Reino Unido tenha afetado a Black Friday, as possibilidades de as paralisações se estenderem até o mês de dezembro são altas, assim como as perdas na vendas das empresas, que podem resultar em um grande corte no quadro de funcionários.  

O sindicato de transportes do Reino Unido, o RTM, anunciou que na próxima terça-feira (29), a empresa entrará em uma greve de 48 horas em dezembro e no mês de janeiro de 2023, já que as negociações entre a ferroviária, Network Rail,  não obtiveram bons resultados. 

O negociador chefe da Network Rail, Tim Shoveller, disse que a greve pode ser tornar um “buraco financeiro precário”, já que esses confrontos podem causar interrupções generalizadas, como viagens de trem. Shoveller finaliza dizendo que: “a tarefa de encontrar uma solução é cada vez mais difícil”.


Entregadores da Best Food Logistics, que são responsáveis por entregar alimentos para restaurantes como KFC, Burguer King e Pizza Hut, também votaram pela greve.

O Royal Mail

O Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação (CWU), que representa os carteiros do Reino Unido, anunciou as datas das próximas greves, que ocorrerão entre os dias 9 a 24 de dezembro. Entretanto, o Royal Mail disse que a empresa ainda não foi comunicada sobre as datas divulgadas pelo sindicato.

De acordo com o Royal Mail, a relação entre a empresa e o sindicato, não é mais a mesma. Isso porque ambas as partes não chegaram a um acordo sobre a mudança de salário e condições de trabalho entre os funcionários. 

O CEO do Royal Mail, Simon Thompson disse que: “A ação de greve planejada da CWU está segurando o Natal para resgatar nossos clientes, empresas e famílias em todo o país e está colocando em risco os empregos de seus próprios membros”, disse Thompson em um comunicado.

Funcionários do Royal Mail entram em greve devido às condições precárias nos salários  Créditos: Reprodução

Nesta sexta-feira de Black Friday, trabalhadores da Amazon organizaram protestos e greves em 30 países, na qual a empresa de e-commerce possui filiais, como Reino Unido, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Índia, Austrália, França, entre outros.  

Por fim, os funcionários do Royal Mail, disseram que estão planejando outra greve para o dia 30 de novembro e 01 de dezembro. 

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