Engie Brasil (EGIE3) deve avaliar lote de transmissão em 2023

A companhia busca expandir seus serviços de geração e transmissão de energia

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Nesta quarta-feira (7), a geradora de energia privada Engie Brasil (EGIE3) realizou uma reunião pública com investidores, onde discutiu seus planos de estudar o leilão de grandes linhas de transmissão no próximo ano.

Com isso, a empresa busca expandir sua atuação nas áreas de transmissão e geração de energia, além de procurar negócios utilizando energia renovável.

Reunião com investidores

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Durante o encontro, os executivos da geradora de energia confirmaram que a empresa deve estudar lotes que irão a leilão no ano de 2023. Eles disseram, ainda, que, além da preocupação com as oportunidades de expansão, a empresa também está atenta aos riscos oferecidos pelos fornecedores.

Segundo as expectativas da Engie Brasil, os lotes devem requerer, ao total, mais de R$ 50 bilhões em investimentos. Os leilões devem, dessa maneira, lançar ao mercado oportunidades de grandes projetos.

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A principal, de acordo com a companhia, é o escoamento da energia gerada na região Nordeste do Brasil para os estados do Sudeste.

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Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

Além disso, um projeto que exigirá R$ 18 bilhões também foi citado na reunião. De acordo com o diretor de Novos Negócios da Engie, Guilherme Ferrari, nenhum player (agente do mercado), consegue “encampar sozinho esse tipo de investimento…”

“Você vai ter que montar tanto parcerias técnicas, quanto de capacidade de investimento. A ideia inicial é olhar esse lote… Certamente vai ser um lote de atenção não só da Engie, como de outros players do setor”, disse.

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A empresa reconhece, ainda, que o grande volume de leilões podem aumentar os riscos relacionados à implantação dos projetos, prejudicando, assim, a entrega dos equipamentos e a qualidade da mão de obra utilizada nas instalações.

As oportunidades de negócios relacionados com energia renovável também são o foco de atenção da companhia. Ela considera, dessa forma, aquisições e o desenvolvimento de projetos do zero.

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Diante do anúncio, as ações da Engie Brasil (EGIE3) se valorizaram nesta quarta-feira (7), somando uma alta de 1,11% às 15:16 horas (Horário de Brasília), atingindo os R$ 40,24.

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No período de seis meses, no entanto, seus ativos apresentaram uma queda de 3,06%. Desde o começo deste ano, o valor dos seus papéis acumula uma alta em 2,34%.

Mesmo que a companhia pretenda manter um alto nível de investimentos durante os próximos anos, a Engie pretende continuar com sua política de distribuição de dividendos: 100% do payout.

Segundo o CEO da empresa, Eduardo Sattamini, “Cabe dentro do nosso balanço [Engie], estamos com 2 vezes dívida líquida sobre Ebitda, bastante confortável”.

CEO da Engie Brasil, Eduardo Sattamini/Foto: Divulgação – Além da Energia – ENGIE Brasil

Mercado livre de energia

Outro ponto debatido na reunião desta quarta-feira é a participação da Engie Brasil no mercado livre de energia a partir do ano de 2024. A empresa já havia desenvolvido produtos e uma plataforma digital direcionados, exclusivamente, para consumidores de energia de pequeno porte.

A área é conhecida como “varejo elétrico”, e reúne os “varejistas”, como são chamados os consumidores de pequeno porte. Como a precificação desse mercado funciona sob outra lógica, a empresa assegurou que trabalhará a precificação da venda de energia no setor de forma adequada.

O diretor de Comercialização da empresa, Gabriel Mann, descreve o lançamento de uma plataforma capaz de facilitar o ingresso ao mercado livre de energia como crucial, já que, para isso, a companhia trabalhou na redução dos custos de transação.


Para ajustar os custos e garantir o alcance da plataforma para todo o Brasil, a Engie Brasil utilizou-se de seu programa de parceiros, que auxilia na atração de pequenos clientes. “Isso [programa de parceiros] me ajuda a manter adequado custo de transação e me dá a capilaridade no Brasil inteiro”, disse Mann.

Sobre o risco de inadimplência, a companhia se vê em uma situação confortável. De acordo com Sattamini, o índice é extremamente baixo, quase zero.

Isso pois, segundo o CEO, quando ocorrem atrasos no pagamento de contas, os consumidores acabam quitando suas dívidas antes que caiam em inadimplência.

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