Empresas de tecnologia passam por demissões em massa nos EUA

Empresas de tecnologia como Amazon, Twitter, Apple e outras anunciam que vão demitir grande parte de seu quadro de funcionário nesta semana

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As empresas de tecnologia, nos Estados Unidos, divulgaram, nesta segunda-feira (07),  que essa semana pretendem demitir grande parte do seu quadro de funcionários, deste modo causando um grande impacto na economia norte-americana. 

No relatório de empregos, divulgado na sexta-feira (4), é apontado que a economia dos Estados Unidos adicionou cerca de 261 mil novos empregos em outubro,  sendo assim superando as expectativas dos analistas de 200 mil. Entretanto, o desemprego subiu para 3,7%.

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Os grandes cortes 

A demissão de grande parte do quadro de funcionários realizada por grandes empresas de tecnologia desde sexta-feira (04), não apresentou um bom resultado para economia norte-americana, já que os números de demissões e congelamentos de contratações são altos. 

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Amazon 

A companhia de e-commerce, Amazon (AMZO34), anunciou na quinta-feira (3), que está dando uma pausa no número de contratações em suas corporativas. 

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Em uma nota publicada pela vice-presidente sênior de experiência de pessoas e tecnologia, Beth Galetti, disse que:  “Prevemos manter essa pausa nos próximos meses e continuaremos monitorando o que estamos vendo na economia e nos negócios para ajustar conforme achamos que faz sentido”.

Uma das empresas da Amazon Créditos: Reprodução

No mês de outubro, a Amazon previu que o número de sua receita para o trimestre de férias, seria menor do que os analistas esperavam, sendo assim as ações da empresa de e-commerce caíram em 47%. 

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Apple 

A Apple (AAPL34) anunciou uma pausa nas suas contratações em quase todas as áreas, exceto a de pesquisa e desenvolvimento. Em um comunicado, a empresa de produtos  eletrônicos disse: “mas, dado o atual ambiente econômico, estamos adotando uma abordagem muito deliberada em algumas partes do negócio”.

De acordo com a empresa de produtos eletrônicos, os bloqueios de COVID na China, estão prejudicando a produção do novo iPhone 14, gerando uma preocupação na Apple, sobre o crescimento durante a temporada de festas, taxas de juros e na redução dos gastos do consumidor. Neste ano, as ações da Apple caíram cerca de 25%.

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Meta 

Neste domingo (06), o conglomerado de tecnologia, Meta (M1TA34), informou ao Wall Street Journal, que está planejando iniciar uma grande demissão em seu quadro de funcionários. 

Logo da Meta Créditos: Reprodução

A Meta disse que pretende anunciar até quarta-feira (09), o corte de 87 mil funcionários. O conglomerado de tecnologia, é responsável pelo controle de redes sociais como o Facebook, Instagram e WhatsApp. 

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Lyft

Na quinta-feira (03), a Lyft (LYFT) anunciou que demitirá 13% de seus funcionários, cerca de 700 pessoas. De acordo com a empresa, a contratação de funcionários pode não ser uma boa opção em meio ao aumento da inflação e aos temores de uma recessão iminente. 

Os fundadores da Lyft, Logan Green e John Zimmer, disseram que será difícil realizar as demissões:  “Estamos enfrentando uma provável recessão em algum momento do próximo ano e os custos do seguro de carona estão subindo”.

Em uma parte do comunicado, os fundadores do Lyft afirmaram que as demissões podem causar cerca de US$ 27 a US$ 32 milhões, em despesas de reestruturação.

“Não estamos imunes às realidades da inflação e da desaceleração da economia”, escreveu os fundadores da Lyft. Neste ano, as ações da empresa de compartilhamento de carros caíram 70%.  

Stripe 

A empresa de pagamentos online, Stripe anunciou que demitirá 14% do seu quadro de funcionários. O CEO, Patrick Collison disse que:  “Estávamos muito otimistas com o crescimento de curto prazo da economia da internet em 2022 e 2023 e subestimamos a probabilidade e o impacto de uma desaceleração mais ampla”.


Em 2022, a Stripe foi considerada uma das startups mais valiosas dos Estados Unidos, com uma avaliação de até US$ 95 bilhões.

Chime

A fintech privada, Chime também anunciou, para esta semana, uma demissão em massa no seu quadro de funcionários. Em uma nota, a empresa de tecnologia financeira e serviços bancários, anunciou que demitirá 12% de sua força de trabalho, o equivalente a 1.300 funcionários. 

Twitter

Na sexta-feira (04), o Twitter (TWTR34) enviou um e-mail para seus funcionários, avisando sobre a demissão em massa, que foi de 7.500 pessoas. Entretanto, devido a baixa produção após essas demissões, o Twitter entrou em contato nesta segunda-feira(07), pedindo a retomada de cargos dos ex-funcionários

Essa grande demanda de demissões tem relação com o baixo rendimento dos lucros corporativos das empresas no resultado do terceiro trimestre de 2022. Entretanto, muitas delas pretendem lançar novos recursos para o próximo ano que pode mudar os próximos resultados financeiros, como o Twitter com o Twitter Blue e a Apple que mudará a entrada dos carregadores do iPhone. 

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