El Salvador lança dois programas de recompra de dívidas

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O governo de El Salvador decidiu recomprar parte de sua dívida que vence em 2023 e 2025, conforme informou o governo do país na segunda-feira (12). No total, o país estabeleceu dois programas de recompras, um para cada título.

A recompra das dívidas faz parte dos esforços do país para quitar seus débitos e, por outro lado, mostrar solidez financeira. Desde que adotou o Bitcoin (BTC) como moeda oficial, El Salvador tem recebido críticas a respeito de um possível alto risco de calote.

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Com a correção do BTC, as reservas de El Salvador perderam cerca de 50% de seu valor, representando uma perda potencial de US$ 52,4 milhões. No entanto, o país não vendeu nenhum de seus 2.300 BTC em reserva e, portanto, essas são perdas não realizadas.

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El Salvador estabelece proposta de compra

De acordo com o presidente Nayib Bukele, El Salvador fará duas propostas de compra. Na primeira, o país oferecerá US$ 910 (R$ 4.613) para os títulos com vencimento em 2023, enquanto a proposta dos títulos que vencem em 2025 será de US$ 540 (R$ 2.748).

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Os valores são por título, mas cada uma das dívidas vale um total de US$ 800 milhões. Ou seja, El Salvador pretende quitar US$ 1,6 bilhão em dívidas, cerca de R$ 8,1 bilhões em valores atuais.

Bukele apresentou o plano de recompra das dívidas em julho, como uma tentativa de combater as especulações sobre um possível calote de El Salvador. De fato, o país vive uma relação tensa com órgãos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), desde que adotou o BTC como moeda.

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Além disso, diversas agências de risco rebaixaram a nota de risco do país, isto é, afirmaram que investir em El Salvador traz um maior risco de perda. Mas o ministro das Finanças do país reitera que El Salvador não corre risco de dar calote por causa dos seus investimentos.

Quem quiser vender seus títulos tem até o dia 20 de setembro para aceitar a proposta. Em seguida, o país espera efetivar a operação no dia 22 de setembro. O Deutsche Bank Securities, subsidiária do gigante alemão Deutsche Bank, atuará como gerente do revendedor.

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El Salvador acrescentou que a oferta está “sujeita a um preço-teto de US$ 360 milhões para comprar o valor principal das notas aceitas para licitação e pagar juros acumulados e qualquer prêmio com relação a essas notas”.

Bitcoin Bonds adiado

Uma das esperanças de El Salvador era o Bitcoin Bond, título de dívida lastreado em BTC. Com o título, o governo pretendia captar US$ 1 bilhão em investimentos para sua infraestrutura. Metade desse valor financiaria a construção da Bitcoin City, enquanto o restante seria utilizado para a compra de BTC.

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No entanto, os títulos – que Bukele anunciou em novembro de 2021 – ainda não tem data de lançamento. O governo deveria ter lançado os Bitcoin Bonds em março, mas teve que adiar a data por causa da desvalorização da criptomoeda.

O diretor de tecnologia da Bitfinex e da Tether, Paolo Ardoino, que trabalhou em estreita colaboração com El Salvador no projeto, disse no mês passado que autoridades do governo disseram a ele para esperar a aprovação em setembro. Resta saber se o lançamento de fato ocorrerá.

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