Dólar sobe após 6 semanas em queda e cotação do nome de Fernando Haddad para a Economia desagrada o mercado

“Nomes que surgiram hoje, como o Haddad, deram esse susto nos investidores e refletiu na alta do dólar”, diz o especialista

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O dólar voltou a subir nesta segunda-feira (07), após fechar em queda durante 6 pregões seguidos. O movimento do mercado vem acompanhado das incertezas fiscais do governo de transição e da reprovação do nome de Fernando Haddad, que ganhou força para assumir o Ministério da Fazenda no governo de Lula (PT).

Às 17:06h (horário de Brasília), a moeda norte-americana fechou com forte alta de 2,19%, cotado a R$ 5,17 para venda e compra. No exterior, o Dollar Index caía 0,6%, aos 110,2 pontos exibindo o enfraquecimento da divisa americana ante seus principais pares.

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Já os índices em NY fecharam o dia em alta antes das eleições de meio de mandato, que irão renovar Câmara dos Representantes e Senado Federal, podendo dar aos republicanos a maioria em ambas as casas que no momento é dos democratas. 

Analistas dizem que os investidores podem se beneficiar com esse quadro já que um presidente democrata frente a um Congresso dividido ou até mesmo comandado pela oposição, historicamente, significa ganhos acima da média para as ações.

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Fernando Haddad /Foto: Reprodução

Ministério da Economia

O nome do ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad, é o mais novo cotado do mercado para assumir a pasta do Ministério da Economia. O sócio de uma corretora local diz que o nome do petista estressa os ativos locais por ser “um nome político” e não ter uma relação próxima com o mercado.

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“O Haddad seria um bom nome para ocupar o Ministério da Casa Civil ou da Educação, novamente. Para a Fazenda ou Economia, não. Seria melhor um nome de mercado ou que o mercado aprove”, comenta.

O sócio-analista da Ajax Asset, Rafael Passos, comenta que o mercado “comprou muito forte o nome de Henrique Meirelles” para assumir a economia e segue na expectativa de que o nome dele seja confirmado. “Nomes que surgiram hoje, como o Haddad, deram esse susto nos investidores e refletiu na alta do dólar”, comentou.

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Em entrevista ao UOL, Meirelles reafirmou que não recebeu nenhum convite do presidente eleito para comandar o setor. O ex-ministro comandou a Fazenda durante o governo Michel Temer em (2016-2018), e o Banco Central (BC) nos dois governos de Lula.

“Não recebi convite até o momento e o que existe é exatamente uma preocupação muito grande e um desejo não apenas do mercado financeiro, mas do mercado em geral e do meio empresarial. Existe uma expectativa de uma condução da área econômica que seja responsável”, afirmou.

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Contudo, Passos reforça que o mais relevante será a equipe que irá compor o Ministério da Fazenda. “Pode até ser que o ministro seja um nome político, mas o mais relevante é ter uma equipe técnica mais firme. O mercado deve oscilar até ter, de fato, a definição dos nomes”, pondera.

Equipe de transição de governo 

Lula e Alckmin estão reunidos em São Paulo nesta segunda-feira (07), tratando da equipe de transição. A expectativa é de que o presidente e o vice-presidente eleitos possam se pronunciar hoje sobre os primeiros passos do processo e da equipe de transição entre os governos. 

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Algumas decisões que devem ser tomadas, pela equipe de transição, dizem respeito à apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), solicitando ao Congresso Nacional uma licença para o novo governo gastar e cumprir as promessas de campanha depois da posse, entre elas o Auxílio Brasil de R$ 600 e o aumento real do salário mínimo.

A partir de amanhã, as equipes passam a se reunir no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Na Capital Federal, Lula deve se reunir com as autoridades dos três poderes, incluindo presidentes da Câmara, Senado, STF e TSE.

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