Copom: quais as expectativas para as mudanças na taxa Selic?

O órgão do Banco Central vai se reunir nesta terça-feira para estabelecer os juros básicos da economia

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No dia de amanhã (25), o Copom (Comitê de Política Monetária) vai se reunir para decidir alterações na taxa básica de juros da economia brasileira, a Taxa Selic.

Diante das discussões do comitê, que deve divulgar os resultados na próxima quarta-feira (26), o mercado financeiro já estabeleceu suas expectativas.

Previsões sobre a reunião do Copom

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De acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central durante a manhã desta segunda-feira (24), que calcula estatísticas considerando as expectativas do mercado durante a semana anterior à sua publicação, a previsão é de que o Copom mantenha a taxa Selic aos  13,75% ao ano até o final de 2022.

A aposta se mantém a mesma há 4 semanas, e reflete a expectativa do mercado financeiro de que os juros básicos da economia brasileira permaneçam inalterados até o final deste ano.

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As expectativas acerca da cotação do câmbio entre o dólar e o real também permanecem inalteradas há 4 edições do Boletim divulgado pelo Banco Central. A previsão, para o mercado financeiro, é que o real se estabilize por volta dos R$ 5,20 para cada dólar americano.

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O Banco Central define a taxa de juros/Foto: Senado Federal/ Banco Central do Brasil

Além de divulgar possíveis alterações na taxa Selic, também serão publicados dados sobre o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), a prévia da inflação oficial do país.

Para os analistas, o indicador deve continuar diminuindo, dessa vez, de 5,62% para 5,60%. Essa é a 17ª redução consecutiva nas expectativas acerca do IPCA.

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A taxa vai de encontro com a meta de inflação determinada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3,5%, considerando uma margem de tolerância estipulada pela autoridade de 1,5%.

Além disso, o relatório também evidencia a visão positiva dos analistas acerca do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que aumentaram a projeção de crescimento para o montante de 2,71% para 2,76%. Há quatro edições, a previsão para a economia brasileira era de 2,67%.

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Para os próximos anos, o mercado financeiro projetou quedas para a taxa Selic, com a expectativa de que o indicador de juros da economia brasileira atinja um dígito no ano de 2024, aos 8%.

Para o ano que vem, as expectativas são que a Selic ao ano diminua, atingindo os 11,25%.

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Sequência de altas

A sequência de aumentos na taxa Selic realizados pelo Comitê de Política Monetária chegou ao seu fim na reunião de setembro deste ano, quando a autoridade monetária decidiu manter a taxa de juros oficial do país.

Desde março de 2021, o braço do Banco Central vinha aumentando os índices de juros com o objetivo de combater as altas nas taxas de inflação, um dos efeitos gerados pela pandemia de Covid-19.

Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

Diante dos resultados da reunião de Setembro deste ano, o Banco Central do Brasil afirmou que “não hesitará” em retornar com o ciclo de altas da taxa de juros caso o processo de redução da inflação — a desinflação — não ocorra como esperado.

Tensões no mercado

A reunião do Comitê de Política Monetária vai ocorrer em uma semana de tensões no mercado financeiro. 

Além das expectativas acerca da taxa de juros básica da economia, as tensões políticas em meio a última semana antes do segundo turno das eleições e dados acerca de outras economias ao redor do mundo também pressionam o mercado.

Em meio aos conflitos políticos deste final de semana, as estatais pressionaram a queda do Ibovespa, o indicador da Bolsa de Valores brasileira, a B3.

O índice operava com uma queda de 3,10% por volta das 15:15 horas (Horário de Brasília), aos cerca de 116 mil pontos.

Dentre os destaques de queda, estão as ações da Petrobras (PETR3), que despencaram ao longo do pregão desta segunda-feira (24), somando uma desvalorização de 7,99% também por volta das 15:15 horas, aos R$ 38,24.

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