Confira as 5 principais notícias que movimentam o mercado nesta sexta-feira

Queda das ações da Americanas e inflação dos Estados Unidos são destaques

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Entre os principais destaques desta sexta-feira (13) estão as reações do mercado com relação à queda brusca das ações da Americanas (AMER3) depois que a varejista divulgou em fato relevante um rombo de R$ 20 bilhões no seu balanço e levou o CEO, Sergio Rial e o CFO, André Covre, a renunciarem dos seus cargos. A empresa, que até o pregão da última quarta-feira tinha o seu valor de mercado estimado em R$ 11 bilhões, sofreu uma queda superior a R$ 8 bilhões somente ontem.

As repercussões fizeram com que a Americanas iniciasse a manhã de ontem com as ações negociadas em leilão como forma de proteção. Quando os papéis voltaram a ser negociados depois das 14h a companhia registrava uma perda de quase 80% de valor de mercado. A varejista encerrou o pregão desta quinta-feira com uma queda de 77,33%, sendo negociada a R$2,72 e impactou diretamente no Ibovespa, que encerrou a sua sequência de alta e caiu 0,59% aos 111.850,22 pontos.

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A fim de analisar as inconsistências no balanço da Americanas, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu nesta quinta dois processos administrativos contra a varejista e também contra a empresa PwC, que foi a responsável por auditar o último balanço da companhia.

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2. Primeiras medidas econômicas do governo

Cumprindo com o cronograma do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad anunciou o seu pacote de medidas econômicas nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília. Com a intenção de recuperar o superávit primário, o petista anunciou uma série de medidas fiscais que impactariam até R$ 242,7 bilhões no Orçamento.

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Entre as principais propostas de Haddad estão a retomada de poder de governo no Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) com o programa “Litígio Zero”, que servirá para renegociar dívidas; volta da cobrança do PIS/Cofins sobre os combustíveis em março; aumento dos impostos a grandes empresas; e revisão de contratos e programas públicos.

3. Inflação nos EUA em 2022

Nesta quarta-feira, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou os dados com relação à inflação norte-americana e apontou para uma queda de 0,1% em dezembro – a primeira queda mensal em mais de dois anos e meio – depois de subir 0,1% no mês anterior. Já no acumulado do ano, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) fechou com uma alta de 6,5%. 

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O resultado divulgado pelo Departamento do Trabalho veio de acordo com as projeções do mercado. A falta de surpresas na inflação americana ao final do ano pode ajudar também o Federal Reserve, banco central norte-americano, a diminuir ainda mais o ritmo da alta dos juros no país, mantendo a taxa abaixo dos 5%. 

4. Inflação sobe na Argentina em dezembro mas fica abaixo dos 100%

Além da inflação norte-americana, a quinta-feira também foi de anúncio na Argentina. O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgou os últimos dados de 2022 com relação ao Índice de Preços ao Consumidor da Argentina. O país que vem enfrentando uma forte onda inflacionária fechou o mês de dezembro com alta de 5,1% na comparação com novembro.

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No acumulado do ano, o país sul-americano fechou com uma inflação de 94,8%, a maior do país em mais de três décadas. Medidas como o congelamento de preços de produtos impostas pelo Ministro da Economia argentino Sergio Massa, fizeram com que o país não chegasse aos 100% de inflação em 2022.

5. Prévia do PIB brasileiro traz queda abaixo do esperado 

Na manhã desta sexta-feira o Banco Central divulgou os dados com relação ao Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), indicador conhecido como “prévia do PIB”, e trouxe uma queda de 0,55% em novembro. O resultado para o índice ficou abaixo das projeções divulgadas por analistas do mercado financeiro, que apontavam para uma queda de 0,20%. 

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De acordo com os dados do Banco Central, o IBC-Br ficou bem abaixo na comparação anual, já que em novembro de 2021, o indicador fechou em uma alta de 1,65%. Enquanto isso, no acumulado de 12 meses a prévia do PIB registrou um avanço de 3,15%.

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