Como a inflação afetou o feriado do dia das crianças?

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Além de representar um feriado religioso, o dia de Nossa Senhora Aparecida, o dia 12 de outubro também denomina uma das datas mais aguardadas pelos varejistas pois, nele, também é comemorado o Dia das Crianças.

Com uma taxa de vendas elevada, a data mobiliza milhões de brasileiros a fazerem compras: durante todo o mês de outubro, o setor do comércio registra um volume de compras acima do normal.

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No entanto, quando confrontado com a alta nos preços pressionada pelas crescentes taxas de inflação, é de se imaginar que este período pode se mostrar menos movimentado do que nos outros anos.


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Isso, no entanto, não é a realidade registrada para o mês comemorativo: deve haver, segundo a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), uma alta de R$ 800 milhões em compras durante o período, uma alta de 4% na comparação atual no estado.

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De acordo com a federação, o impacto da data comemorativa atinge, sobretudo, os dias antecedentes ao dia das crianças. Deve haver, ainda, a antecipação de compras para o Natal.

Houve uma alta nas vendas durante o feriado/Foto: Consultoria RR

O cenário otimista para o comércio é desencadeado pela desaceleração nas taxas de inflação, além da estabilização nos juros.

A queda na taxa de desemprego, de 13,1% entre junho e agosto do ano passado para 8,9% no mesmo período de 2022, também impulsionou as vendas durante o período.

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Inflação durante o período

A estabilização das taxas de inflação, no entanto, não significa que os preços diminuíram, ou permaneceram os mesmos na comparação anual.

Considerando a situação macroeconômica registrada durante o ano de 2022, a estabilização nas taxas inflacionárias não fez com que os preços se movimentassem de maneira positiva.

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), os preços dos produtos e serviços subiram em 6,11% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Instituto, a alta nos preços foi maior do que a registrada pelo IPC-DI (Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade), que se expandiu em 5,14% durante os últimos 12 meses.

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Para que a pesquisa fosse realizada, o Instituto levou em consideração 22 dos itens mais procurados durante o feriado.

O FGV IBRE divulgou, ainda, na última terça-feira (11), o resultado do IPC–S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) da primeira quadrissemana de outubro.

Segundo a pesquisa, em todas as sete capitais brasileiras estudadas, foram registradas altas. Os acréscimos foram de 0,42% em Salvador; 0,44% em Brasília; 0,24% em Belo Horizonte; 0,74% em Recife; 0,34% no Rio de Janeiro; 0,16% em Porto Alegre e de 0,11% em São Paulo.

Imagem ilustrativa/Foto: Reprodução

Para o Economista do Instituto, Matheus Peçanha, “O desarranjo nas cadeias globais de produção ainda se faz sentir, gerando problemas na aquisição de matéria-prima. Isso comprometeu a oferta em setores como o têxtil, o que gerou a pressão inflacionária”.

Dessa maneira, a alta dos preços acima da inflação não fez com que os brasileiros diminuíssem o volume de compras durante o feriado do Dia das Crianças.

Demanda pelo e-commerce

Seja por conforto ou para aproveitar preços mais baratos em suas compras, boa parte dos brasileiros priorizam as compras online para o feriado do Dia das Crianças.

Durante o mês comemorativo, de acordo com os dados divulgados pela NielsenIQ nesta terça-feira (11), 34% dos brasileiros planejam realizar compras online para o Dia das Crianças.

A taxa é, ainda, 4% maior do que a registrada durante o mesmo período do ano passado.

A empresa é especialista em comportamento do consumidor, que constatou que os brasileiros planejam gastar entre R$ 51 e R $250 com presentes durante a data.

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