Você sabe o quanto vale o seu dinheiro?

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Você saberia explicar o quanto vale uma nota de R$ 100,00? Se você achou que era R$ 100,00, sinto dizer que você se equivocou e eu te explico o porquê. É obvio que ao receber um questionamento como esse, é comum pensar que uma nota de dinheiro vale o número que está representado nela, mas não é bem assim que funciona.

Foto: Banco Central do Brasil

Em 1994, em mais uma tentativa de conter a inflação, o Brasil criava o que seria a 9ª moeda a circular no país. Antes disso houve outras 8 e todas com um objetivo em comum: tentar acabar com um problema crônico no Brasil, a inflação. A criação do real trouxe sim benefícios, de cara acabou com a hiperinflação que na época assolava o país.

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Acontece que a inflação continua enraizada na economia brasileira e vira e mexe ela volta a assombrar a vida do brasileiro, pois tem como consequência, o aumento generalizado dos preços, principalmente dos itens básicos e de 1ª necessidade da população. Logo, por que então uma nota não valeria o que nela está representada?

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Foto: Contec

O problema nesse caso estaria no “invisível”, ou seja, desde a sua criação justamente por conta do fenômeno da inflação, o real perdeu 86% em seu valor, logo esses R$ 100,00 de hoje valiam o mesmo que R$ 13,43 lá em 1994. A título de curiosidade, uma nota de R$ 100,00 conseguia pagar o salário-mínimo a época, que era de R$ 64,79. Hoje são necessárias 12 notas de R$ 100,00 para pagar o SM.

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Resumindo, para que fosse possível trazer o poder de compra dos R$ 100,00 a valor presente, seriam necessários R$ 748,05 de acordo com a inflação acumulada até junho de 2022. Diante disso, é possível notar que você deve ficar cada vez mais cauteloso com o seu dinheiro e encontrar maneiras que não dependam de qualquer governo para controlar a inflação – lembrando aqui que além de ser o “responsável” por controlá-la, o governo também tem a máquina de imprimir dinheiro. Mas então, quais seriam as soluções para não depender somente dele?

Desvalorização do dinheiro

Investindo. A melhor maneira que o cidadão tem de se proteger é investindo seu dinheiro e tentando, pelo menos, rendimentos que superem o índice oficial da inflação, o IPCA. Uma opção básica para quem quer proteger o seu dinheiro, é comprar títulos do Tesouro Direto – mas que novamente transferiria a “responsabilidade” para o governo, pois dependeria de não haver um calote, o que acredito seriamente ser improvável – há modalidades dentro do TD que pagam IPCA + taxa pré-definida no ato da compra do título (lembrando que ao adquirir títulos de longo prazo do Tesouro, é recomendado que você apenas compre se seu objetivo for levar até o vencimento ou ganhar com marcação a mercado).

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Outra opção seria comprar CRIs, CRAs ou debentures, que em sua maioria tem rendimento também atrelado ao IPCA + taxas, o que necessita de uma análise minuciosa da saúde financeira da empresa em questão. Finalmente, você pode montar uma carteira diversificada com tudo isso e mais ações (principalmente de empresas que conseguem repassar nos seus preços a inflação), fundos imobiliários, investimentos internacionais, criptomoedas e reservas de valor.

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(lembrando que não se trata de recomenda de investimentos, a matéria apenas tem cunho educativo de como aprender a valorar o seu dinheiro)

-Leandro Tavora

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*As opiniões do colunista não refletem necessariamente a posição da Estoa.

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