Qual a importância de adquirir conhecimento?

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Era 2016, eu estava prestes a receber um valor em dinheiro que até então eu não tinha conhecimento. Alguns anos antes àquela época, eu era jovem e grande parte do dinheiro que ganhava, era destinado a gastar.

Foi então que pensei na possibilidade de investir esse dinheiro e tentar obter rentabilidade de alguma maneira sobre ele. Decidi abrir o aplicativo do Banco do Brasil, banco em que sou correntista há mais de 15 anos, e procurei na aba de investimentos algum que pudesse se encaixar no meu objetivo. Olhei três fundos de investimentos e na mesma hora decidi “são esses”, apenas olhei a rentabilidade deles nos últimos meses, sem sequer olhar qualquer tipo de outra informação relacionada aos fundos.

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É óbvio que aquilo não podia dar certo. Logo surgiu a crise que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mudança de governo, greve dos caminhoneiros, áudio da JBS, entre outras “crises” e o mercado financeiro teve grandes oscilações nesse período e consequentemente os fundos de investimentos dos quais investi, que eram fundos de ações e multimercado, sofreram junto.

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Busque conhecimento

Foi então que percebi que para investir não bastava apenas abrir o aplicativo do banco, escolher qualquer coisa que tenha tido uma rentabilidade aparentemente positiva nos últimos meses e depositar o dinheiro lá, é preciso muito mais do que isso, é vital adquirir conhecimento em um mundo tão infinito de possibilidades (eu só viria a descobrir isso depois), pois o primeiro passo é minimizar as chances de perder dinheiro.

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Eu comecei a partir de então, a saga de adquirir conhecimento e me apaixonei pelo mercado financeiro, pois são tantas possibilidades que chega determinado momento em que você pensa: “o que eu posso fazer para obter renda extra e aumentar o valor dos meus aportes?”

Cresci em uma família que tinha como um dos investimentos predominantes a propriedade e locação de imóveis físicos. Como todo negócio, a locação de imóveis tem diversas variantes a serem levadas em consideração, como desocupação por parte do inquilino, inadimplência financeira, impostos, taxas e condomínio a serem pagos em virtude da vacância.

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Além disso, existem contratos a serem redigidos no momento de nova locação, disponibilidade de tempo ao locatário em caso de nuances a serem resolvidas referentes ao imóvel e para mim os principais entre eles que é a incidência de IR sobre os aluguéis e a dificuldade de liquidez. Caso você deseje vender um imóvel, leva um tempo entre anunciar e conseguir, de fato, efetivar a venda. E esse tempo muitas das vezes, leva meses.

FIIs

Foi então que descobri no mercado financeiro a opção dos fundos imobiliários. Eu costumo defini-los como grandes imobiliárias que se capitalizam e compram grandes imóveis com intuito de locá-los para grandes empresas e escritórios, há também outras inúmeras modalidades de fundos imobiliários, mas para efeito de comparação, usaremos os supracitados. Os FIIs, como são conhecidos, são obrigados a distribuir 95% da receita em forma de proventos para os cotistas, ou seja, investidores que adquirem as cotas do fundo. Logo, podemos dizer que esses proventos poderiam muito bem serem considerados como “aluguéis”.

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Qual a importância de adquirir conhecimento?
FIIs são uma ótima opção para quem investe no mercado financeiro /Foto: Reprodução

E o melhor de tudo isso, livres de Imposto de Renda, ou seja, você recebe todos os meses proventos a título de aluguéis e não precisa pagar nenhum imposto sobre. Isso sem contar que nos FIIs há gestores profissionais para tocar o negócio, ou seja, você não precisa se preocupar com a vacância física e financeira, impostos, taxas de condomínio e nem com inquilino te ligando no meio da madrugada porque no inverno apareceu uma goteira.

E caso você necessite de dinheiro líquido, basta vender suas cotas a mercado e em dois dias úteis você terá o dinheiro na conta da corretora, lembrando que para essa operação, se você obteve ganho de capital, ou seja, vendeu suas cotas acima do valor que comprou, você terá que pagar imposto de renda sobre o lucro.

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Essa é só uma de infinitas possibilidades no mercado financeiro e que trataremos em artigos posteriores, mas veja a beleza de poder diversificar seus investimentos com classes de ativos similares aos negócios que já conhecemos, de maneira aprimorada e que podem gerar um retorno melhor aos que já possuímos. Ressaltando que imóveis físicos, na minha opinião, não são negócios ruins, mas é como sempre lembro: diversificar é o melhor hedge do investidor.

-Leandro Tavora

*As opiniões do colunista não refletem necessariamente a posição da Estoa.

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