Meninas amam dinheiro, mulheres odeiam!

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Seria possível odiar o símbolo, que neste mundo capitalista paga por cada uma de nossas necessidades, das básicas às mais avançadas, incluindo aqueles mimos que amamos? E pior, seria possível nascermos com um excelente relacionamento com este objeto de desejo e depois passarmos a odiá-lo?

Estas perguntas podem não fazer sentido, ou até mesmo causar estranheza agora que leu, e levá-la ao ponto de pensar: Duvido! Eu amo o dinheiro!! Mas a verdade é que com o passar dos anos, cada vez mais mulheres chegam a odiar o dinheiro, mesmo que inconscientemente.

Amor e ódio

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O relacionamento das mulheres com o dinheiro vai do amor ao ódio em fração de segundos, eu sei, ainda mais quando chega a fatura do cartão de crédito; mas não é este nível de consciência ao qual me refiro. 


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Os preceitos financeiros, os valores e as crenças que possuímos a respeito desta moeda de troca, estão enraizados muito profundamente em nosso inconsciente e, por vezes, estes conceitos mal administrados acabam trazendo sentimentos que se confundem com o amor e o ódio, levando mulheres a ações que acabam se traduzindo na mais completa ruína financeira.   

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É muito simples visualizar esta diferença quando lembramos de nós quando crianças (sim! Nós mesmas). Lembra quando era pequena e queria uma única moedinha para guardar no cofrinho? A felicidade de receber uma moeda; a alegria de poder comprar uma única bala. Consegue sentir a euforia, toda aquela sensação de bem-estar, de gratidão por ter uma única moeda para comprar a tão desejada bala? 

Agora volte para o presente… O que aconteceu com você? Onde está aquela vibração ao receber o seu dinheiro hoje? Você recebe várias moedas e, mesmo assim, não é capaz de sentir-se da mesma forma que aquela criança. Possivelmente, se estiver passando apressada e avistar uma moeda no chão decidirá não “perder tempo” para abaixar e pegá-la (tão pouco vai vibrar e ficar eufórica por este presente).

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Quando olhamos para essas duas realidades, fica muito claro enxergar que com o passar dos anos a relação com o dinheiro foi esfriando. E como costumo dizer para minhas mentoradas: “Seu relacionamento com o dinheiro é como o relacionamento com o namorado/marido; se esfriar, ele vai embora”. E você aí sem saber porque não consegue ter mais dinheiro!

Os relacionamentos não esfriam da noite para o dia! E o seu, com o seu dinheiro, também não. Várias ações foram praticadas ao longo dos anos, que te trouxeram até aqui. Sua relação de indiferença ou ódio com o dinheiro foi construída através das suas ações, ou reações, aos estímulos que você recebeu. E estas ações/reações são inconscientemente baseadas nos seus preceitos, valores e crenças financeiras.

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Formas de conduta

Preceitos, valores, crenças são regras consideradas como uma norma de conduta para seguir sobre determinado assunto, neste caso o financeiro. Cada pessoa tem o seu próprio conjunto de regras, que foi aprendendo e absorvendo ao longo dos anos. Existem três formas de enraizar estas formas de comportamento: exemplo, escuta e situações impactantes.

Exemplo

O exemplo é bem assimilado pelas crianças, que estão na fase de aprender por observação. O que significa que aquela criança vibrante com a moedinha no cofrinho observou seus pais, avós, vizinhos, tios, todo o círculo de amizade ao longo dos anos, com diferentes relacionamentos com o dinheiro. O que faz com que a criança repita o comportamento, por identificação, ou faça o extremo oposto por aversão. Ou seja, pais endividados geram adultos endividados ou poupadores compulsórios.

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Escuta

A escuta por sua vez também faz parte da vida adulta, permanecendo por mais tempo nos influenciando. Quem nunca ouviu as frases: “Dinheiro não dá em árvore”; “Investir é muito difícil”; “Você tem que trabalhar duro para ter dinheiro”; “Dinheiro é a raiz de todos os males”; “Todo rico é arrogante, é ladrão”? Todas estas frases indicam para o seu inconsciente que dinheiro não é bom; que vai te corromper; que não é simples ter dinheiro e nem multiplicá-lo. Todas são comandos, para quem assume como verdadeiras, guiando suas ações. Quem não quer ser considerado arrogante e ladrão vai fazer de tudo para não ter dinheiro (inclusive se endividar)!

Situações impactantes

as situações impactantes são aquelas que carregam grandes cargas emocionais, como a pandemia, por exemplo, que levou várias pessoas a passarem por situações financeiras extremas. Isso gera uma série de pessoas inseguras, acreditando que a qualquer momento acontecerá novamente. Suas ações refletem no poupar compulsivamente, não arriscar etc.

Agora, para nós mulheres, ainda é um pouco mais pesado, pois além destas “regras de comportamento” que servem para todos, ainda somos submetidas a regras de gênero, como: “Isso não é coisa de mulher”; “Mulher tem que ganhar menos que o homem”; “Mulher só quer saber de dinheiro”; “Mulher que se deu bem na vida tem um velho da lancha” ; entre outras que você já conhece.

Por conta dos gatilhos e dessas ações/reações inconscientes, milhares de mulheres têm um péssimo relacionamento com o dinheiro, chegando até mesmo a odiá-lo. 

Mas como mudar esta situação? Comece revendo tudo que você acredita sobre o dinheiro e identificando se isso é algo que você acredita, ou se é uma crença que pertence a uma outra pessoa e você assumiu como sua. Uma dica: se é algo negativo, te limita. 

Depois reflita quando esta crença realmente faz sentido e, quando não faz sentido nenhum. Investir é difícil, por exemplo, só faz sentido se você não estudar sobre o assunto, pois com conhecimento passa a ser simples. Agora troque essa crença negativa pela positiva. E siga observando seu comportamento para adquirir novos hábitos, de acordo com suas novas crenças. Isso será libertador… E quem sabe reata aquele seu namoro com o “Dinheiro”… risos.

Na próxima semana te espero para conversarmos mais sobre finanças neste nosso mundo feminino.

Um beijo Grande e Até a Próxima!

-Michele Muniz – Instagram @michelemunizoficial

*As opiniões do colunista não refletem necessariamente a posição da Estoa.

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