FOMO, o que é e como combater?

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Olá amigo leitor e investidor! Tudo bem? O Ibovespa reagiu rápido aos resultados das eleições, não é mesmo? Subiu mais de 4% em 3 dias com alto volume e procura por ativos de maior risco. Você, investidor, olhando isso, começou a ter “medo” de ficar de fora de uma possível oportunidade? Acredite, esse medo pode te levar a decisões ruins bem mais rápido do que o próprio medo de perder dinheiro.

Conhecido como FOMO (Fear of missing out), especificamente no mercado financeiro, é uma fobia que o investidor tem de ver outros investidores ganhando dinheiro e ele estando de fora. Se não tiver disciplina para conter as emoções, o investidor pode até acertar uma oportunidade ou outra, mas com certeza sem metodologia, gerenciamento de seu risco e técnica, irá sempre perder mais do que ganhar.

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Como combater o FOMO?

“É melhor ter uma verdade como mentira, do que acreditar numa verdade que é mentira”

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Essa frase tem algumas mutações, mas sempre sua interpretação é a mesma: Parado não perco nada, se errar o caminho irei perder mais do que ficar parado.

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Não quero desestimular você, leitor, mas se for pra fazer algo sem saber exatamente o que está fazendo, não faça! É difícil ter essa disciplina no começo, porém com o tempo, a experiência irá ser sua aliada, junto com as técnicas que você utilizar.

Em qualquer momento que gera essa “euforia” demasiada, é necessário realizar uma análise macro, mesmo eu sendo analista técnico, entendo que os preços não se movimentam com a força do vento, preciso entender o contexto para aí sim analisar o “quando comprar” no gráfico. 

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Faça essa análise, veja opiniões de casas de análise renomadas, olhe os indicadores macros e sim, veja as tendências nos gráficos. 

Existe uma oportunidade ou melhor ficar de fora?

Primeiro, é preciso entender algumas coisas importantes a respeito do momento atual:

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  1. Eleições Presidenciais: Aparentemente o mercado ficou animado por ter um 2° turno, cada pesquisa e cada discurso dos candidatos irá trazer volatilidade voltada a especulação, essas “oportunidades” são essas que mais nos deixam com o FOMO;
  2. Situação Brasil: Saindo da bolha da política, devemos reconhecer o ótimo trabalho do Banco Central no combate da inflação e das decisões contracionistas realizadas, inclusive sendo reconhecido em prêmio o seu presidente. A questão é que o mundo enxerga o Brasil como um dos países que podem, repito que podem se fortalecer após período pandêmico e a guerra na Ucrânia;
  3. Cenário Global: É a parte mais delicada, a inflação em níveis históricos, políticas totalmente hawkish e dados econômicos que demonstram força ainda do consumo e fraqueza de produção, geram um clima de recessão que fica gerando volatilidades do mercado.

Concluo, que a oportunidade sempre irá existir em qualquer situação, porém é necessário avaliar todo o contexto para ver se é mais caro ficar de fora do que se posicionar em ativos de risco.

O que o investidor pode fazer?

O investidor deve ter claro seu gerenciamento e diversificação da carteira, mas o que mais pode se destacar neste momento é o cash flow. Ter dinheiro em caixa para oportunidades, principalmente desvinculado de qualquer compromisso, será interessante para quando dentro de sua metodologia indicar uma entrada ele poderá colocar um capital que irá ficar alocado sem prejudicar o restante do patrimônio

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Até a próxima.

-Wano Carvalho

Analista CNPI – T / Especialista em investimentos CEA

*As opiniões do colunista não refletem necessariamente a posição da Estoa.

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