Fiagros, oportunidade ou risco?

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O setor agropecuário brasileiro representa um percentual muito significativo do PIB e é notório que o Brasil possui uma grande vocação para o setor com os fiagros. Dito isso, ainda existem muitas possibilidades de melhoria e de geração de valor no país. 

Em função da necessidade de normas formas de financiamento, surgiram os Fiagros, semelhantes aos Fundos Imobiliários, mas que atuam no setor agro brasileiro. Por óbvio, existem algumas diferenças entre os dois investimentos, mas também existem algumas semelhanças. 

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Vamos tratar algumas dessas diferenças e semelhanças neste artigo.


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Os fundos imobiliários

Primeiramente, os fundos imobiliários, em função de seu histórico, possuem maior tamanho e maior liquidez, além de maior notoriedade em relação aos seus investidores. Isso é positivo pois, quanto maior a indústria, maior é a maturação dos seus setores e de seus produtos. Em outras palavras, bons fundos tendem a passar pelo teste do tempo, enquanto os fundos que não entregam resultados tendem a cair no esquecimento.

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Ademais, na medida que os fundos vão crescendo, com alguns FIIs já na casa dos bilhões de reais em patrimônio, é possível uma maior diversificação dentro do seu próprio patrimônio, o que é, obviamente, interessante para o investidor. Ao comparar com os Real Estate Investment Trusts (REITs) norte-americanos, vemos que temos muito a crescer.

O outro lado da moeda é que, ao pegar uma indústria em crescimento, tem-se uma oportunidade interessante de crescimento. Os Fiagros, nova modalidade na legislação, por serem novos, possuem riscos maiores.

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Normalmente, seu patrimônio ainda é pequeno, com baixa liquidez e diversificação. Assim, o investidor deve prestar muita atenção ao investir e procurar conhecer mais sobre os setores. 

Diferentemente de setores dos fundos imobiliários, o agro tem suas particularidades e riscos. Por exemplo, se nos fundos imobiliários de galpões logísticos, as áreas urbanas e seu território próximo são interessantes e seguras, especialmente no Sudeste, já no agro as áreas do Centro-Oeste são consideradas “prime”, em função do escoamento de commodities. O setor logístico no agro é hoje o que considero mais interessante, em se tratando de fundos de imóveis.

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Não apenas, ao olhar em questão de imóveis, alguns fundos já investem em fazendas e terras agrícolas, o que gera uma dinâmica e riscos diferentes. Recentemente, problemas jurídicos com o fundo BTRA11 chamou atenção para estes riscos.

Do lado do papel, também é interessante procurar por fundos agro diversificados. A grande diferença está na indexação. Enquanto nos FIIs tem-se uma maior indexação à inflação, de forma geral ao IPCA, já nos Fiagros predominam os indexados ao CDI, o que é bem interessante na diversificação da carteira.

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De toda sorte, os mesmos conselhos dos FIIs são válidos para os Fiagros:

  • Não olhar apenas o Dividend Yield;
  • Ler os relatórios;
  • Olhar a diversificação;
  • Investir com consistência.

-Daniel Campos 

*As opiniões do colunista não refletem necessariamente a posição da Estoa.

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