CFTC processa hacker do Mango Markets por manipulação de mercado

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A Comissão de Negociação de Futuros e Commodities (CFTC) estabeleceu acusações formais contra Avraham Eisenberg, hacker que atacou o protocolo Mango Markets.

De acordo com as acusações, Eisenberg violou as leis federais de commodities durante seu ataque.

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Conforme noticiou o CriptoFácil, Eisenberg foi preso no final do ano passado pelas autoridades estadunidenses em Porto Rico.

O Mango Markets falou que não vai processá-lo, mas a CFTC vai em busca de acusações para enquadrar Eisenberg.

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A CFTC estuda punir o hacker de forma exemplar caso ele sofra condenação. Entre as penas estudadas estão a possibilidade de proibições comerciais, ou seja, impedir Eisenberg de fazer operações com ativos.

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O hacker também pode ter que devolver os fundos roubados e pagar uma indenização ao Mango Markets.

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O crime de Eisenberg

De acordo com a denúncia apresentada na segunda-feira (9), a CFTC disse que Eisenberg se apropriou indevidamente de US$ 111 milhões da plataforma Mango Markets. O órgão também acusa o hacker de envolvimento em um esquema “manipulador” e “enganoso”.

Nesse sentido, a CFTC faz referência ao fato de que Eisenberg comprou grandes quantidades do token MNGO, com o objetivo de inflar o preço.

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Em seguida, o hacker vendeu todos os tokens de uma só vez, causando o colapso do Mango Markets.

Eisenberg fez isso comprando inicialmente 400 milhões de contratos MNGO-USDC na Mango Markets por cerca de US$ 19 milhões.

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Devido à baixa liquidez do MNGO, essa compra fez com que o preço do token disparasse de US$ 0,04 para US$ 0,54 em apenas 30 minutos.

Usando o oráculo do protocolo – que refletiu o aumento artificial do preço – Eisenberg foi capaz de drenar o protocolo de toda a liquidez disponível.

Como resultado, ele roubou US$ 114 milhões em criptomoedas como Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e USDT.

Para a CFTC, tal prática configura manipulação no mercado de commodities, embora os tokens não se enquadrem oficialmente nesta categoria. Assim, Eisenberg é acusado de violar as leis dos EUA.

“Através dessa conduta, o réu se envolveu, está se envolvendo ou está prestes a se envolver em atos e práticas fraudulentas e manipuladoras que violam a Lei de Câmbio de Mercadorias”, explicou a CFTC.

Admitindo a Lei

Curiosamente, enquanto a maioria dos hackers DeFi toma o cuidado de manter suas identidades privadas, Eisenberg se gabou publicamente do ataque. Semanas depois do acontecimento, o hacker se referiu à sua façanha como uma “operação lucrativa”.

Para completar, Eisenberg afirmou que não cometeu nenhum crime, já que o código do Mango permitia a realização da operação.


Portanto, o hacker diz que “jogou as regras do jogo” ao realizar a drenagem de liquidez.

“Acredito que todas as minhas ações foram ações legais de, usando o protocolo conforme projetado, mesmo que a equipe de desenvolvimento não tenha antecipado totalmente todas as consequências de definir os parâmetros do jeito que estão”, disse Eisenberg na época.

No entanto, a CFTC argumentou o contrário em seu processo, dizendo que as ações do explorador “constituíam manipulação flagrante de preços à vista e swaps”.

O agente especial do FBI Brandon Racz afirmou que Eisenberg tinha ciência secretamente que suas ações eram ilegais.

Racz cita como prova uma suposta viagem do hacker para Israel, marcada 24 após ele cometer o ataque.

Cerca de um mês depois do ataque, Eisenberg tentou repetir a dose com o Aave, um dos maiores protocolos de DeFi.

No entanto, desta vez a ação não deu certo e o hacker perdeu o equivalente a R$ 10 milhões com a tentativa.

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