Boletim Focus: mercado financeiro reduz estimativa de inflação de 5,92% para 5,79% neste ano

Para 2023, foi mantida em 5,08% e, para 2024, continuou em 3,50% pela sétima semana seguida

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Nesta segunda-feira (12), a projeção de inflação no Brasil para 2022 caiu, segundo estimativas do mercado financeiro divulgadas no Boletim Focus, do Banco Central. Segundo as instituições financeiras consultadas semanalmente pelo BC, a expectativa para o IPCA deste ano passou de 5,92%, há uma semana, para 5,79%. 

Para 2023, foi mantida em 5,08% e, para 2024, continuou em 3,50% pela sétima semana seguida.

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A projeção de alta do PIB de 2022 também foi mantida em 3,05% para este ano e em 0,75% para 2023. A de 2024 caiu de 1,71% para 1,70%. Ao todo, foram ouvidas mais de 100 instituições financeiras na semana passada sobre as expectativas para a economia.


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Inflação

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,5%, e será cumprida se ficar entre 2% e 5%. O BC, portanto, trabalha com o cenário de estouro da meta em 2022, assim como ocorreu no ano passado.

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Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário acompanhe esse crescimento. 

Para atingir a meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta ou diminui a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior percentual dos últimos seis anos.

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A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Ela é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Para o próximo ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. De acordo com o boletim Focus, a previsão para 2023 ficou estável em 5,08%.

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Governo estima crescimento de 2,5% do PIB no ano que vem/Foto: Reprodução

Produto interno Bruto e taxa de juros

O PIB, Produto Interno Bruto, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. 

Ao sancionar a lei que prevê as diretrizes do orçamento de 2023, o governo informou que a previsão é o PIB crescer 2,5% no ano que vem.

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O mercado financeiro manteve a expectativa para a Selic em 11,75% ao ano até o fim de 2023. 

O Copom também vem sinalizando que os juros vão se manter altos por um período mais prolongado. Diante disso, o mercado financeiro segue estimando queda dos juros no ano que vem.


Mercado financeiro 

• Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 continuou em R$ 5,25. Para 2023, ficou estável em R$ 5,25.

Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção permaneceu em US$ 55 bilhões de resultado positivo em 2022. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 58,15 bilhões para US$ 60 bilhões de superávit.

  Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano avançou de US$ 78 bilhões para US$ 80 bilhões. Para 2023, a estimativa subiu de US$ 75 bilhões para US$ 76 bilhões de ingresso.

Relatório Focus

O relatório Focus resume as estatísticas calculadas, considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O boletim é divulgado sempre às segundas-feiras.

O documento apresenta a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

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