Black Friday bate recorde no exterior, mas é a pior da história no Brasil

Apesar de avançar nos Estados Unidos, as vendas em âmbito nacional decaíram

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Celebrada na última sexta-feira (25), a Black Friday, período em que lojas promovem descontos em seus produtos, quebrou recordes nos Estados Unidos, impulsionando as vendas online no país.

No Brasil, no entanto, o período não favoreceu o comércio no mesmo nível, fazendo com que o varejo brasileiro apresentasse uma queda de 28% em seu faturamento.

Black Friday impulsiona varejo norte-americano

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Nos Estados Unidos, o dia de promoções foi extremamente positivo. De acordo com um levantamento da Adobe, as vendas online durante o período movimentaram uma quantia de mais de US$ 9,12 bilhões (cerca de R$ 48,9 bilhões).

O montante representa uma alta de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado, e foi pressionado pela alta na procura de eletrônicos, equipamentos de exercício e brinquedos.

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Os serviços Buy Now Pay Later — Compre agora e pague depois, na tradução literal — também apresentaram altas durante a Black Friday, crescendo em 78% e sendo mais um fator contribuinte para a quebra do recorde norte-americano.

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e-commerce norte-americano quebra recordes durante Black Friday/Foto: Extra.ie

A Adobe prevê, ainda, que a movimentação do varejo continue forte, esperando que a Cyber Monday (Segunda-feira cibernética em português) — a primeira segunda-feira depois do dia de Ação de Graças utilizada pelo varejo para impulsionar as vendas online — movimente a quantia de US$ 11,2 bilhões (R$ 60 bilhões).

Isso, pois o feriado norte-americano também registrou alta nas vendas, com um crescimento de 2,9% e gerando US$ 5,29 bilhões em vendas (R$ 28,3 bilhões).

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A quebra de recordes da Black Friday nos Estados Unidos, no entanto, não refletiu o desempenho do varejo brasileiro, que viu suas vendas desacelerarem em meio ao período de descontos e a Copa do Mundo.

Pior Black Friday do varejo brasileiro

Em âmbito nacional, os descontos promovidos pela Black Friday não pressionaram as vendas brasileiras, fazendo com que o varejo virtual do país registrasse uma queda de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o estudo da Neotrust.

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Nessa época, o mesmo setor já apresentava desacelerações, apresentando uma queda de 1%. 

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A diminuição fez com que esta fosse considerada a pior Black Friday da história do Brasil, desde que a data passou a integrar o nosso calendário.

Ainda segundo dados da Neotrust, este não foi o único aspecto do e-commerce brasileiro a demonstrar uma repentina desaceleração. Dessa forma, o tíquete médio de compras decaiu em 5,9%. Já o preço médio diminuiu em 23%.

A quantidade de produtos vendidos também apresentou uma queda de 13,5%, e o número de pedidos caiu em 23%.

No dia seguinte da Black Friday, as vendas também ficaram abaixo do esperado, com uma queda de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Black Friday de 2022 é a pior do varejo brasileiro/Foto: Soul Brasil Magazine

O estudo se propôs, ainda, a estudar a mudança no comportamento dos consumidores. Dessa maneira, a empresa constatou que os aparelhos celulares, um dos protagonistas de vendas durante o período, apresentaram uma queda de 4,6% no faturamento da Black Friday.

O aumento veio, no entanto, na área de alimentação e bebidas, fazendo com que os itens atingissem o quarto lugar no ranking de mais vendas. 

Varejistas brasileiras caem na Bolsa

O baixo desempenho do e-commerce brasileiro durante um dos períodos de vendas mais movimentados foi o suficiente para pressionar quedas nas ações das principais varejistas do país na Bolsa de Valores.


As principais varejistas da B3 apresentaram quedas durante o pregão desta segunda-feira (28), desacelerando os ganhos do Ibovespa, o principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, que somava às 15:51 horas (Horário de Brasília) uma alta de 0,038%, aos 109 mil pontos.

A Americanas (AMER3) apresentava, às 15:47 horas (de Brasília), uma queda de 8,95%, atingindo os R$ 9,97. 

No mesmo horário, os ativos da Magazine Luiza (MGLU3) decaíram em 2,05%, aos R$ 3,35, e os papéis da Via (VIIA3) se desvalorizaram em 6,25%, aos R$ 2,10.

As varejistas de alimentos e bebidas, áreas que apresentaram altas durante o Black Friday brasileiro, seguiram o desempenho das vendas durante o período de descontos e se valorizaram nesta segunda-feira

Às 15:50 horas (Horário de Brasília), os ativos do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) somaram uma alta de 1,26%, atingindo os R$ 18,49.

Durante o mesmo horário, os papéis do Grupo Mateus (GMAT3) aumentaram em 1,16%, aos R$ 6,10. Já as ações do Assaí (ASAI3) se valorizavam em 0,68%, aos R$ 19,34.

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