Bitcoin se valoriza e encosta nos US$ 21 mil após dados positivos de emprego nos EUA

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Os Estados Unidos liberaram os dados de payroll, que indica a criação de vagas de trabalho, no início da tarde desta sexta-feira (4).

De acordo com o payroll, a maior economia do mundo criou 261 mil empregos em outubro, superando as previsões de 200 empregos.

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No entanto, a taxa de desemprego teve um leve aumento residual, passando para 3,7%, contra as expectativas de 3,6%.

Os dados de payroll servem como indicador da saúde da economia estadunidense. Quando o payroll vem alto, mostra que a economia está aquecida. Contudo, um payroll baixo indica uma possível recessão a caminho.

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Com um payroll alto, o mercado espera que o Federal Reserve (Fed) tenha que manter a elevação dos juros para conter a escalada da inflação. Mas embora pareça uma notícia positiva, os dados fizeram as criptomoedas, por exemplo, registrar fortes altas.

Nesse sentido, o Bitcoin (BTC) caiu cerca de US$ 200 logo após a divulgação do payroll, mas depois voltou a se valorizar. De acordo com o CoinGecko, a criptomoeda registra alta de 1,1% e está cotada a US$ 20.847 (cerca de R$ 104 mil em valores atuais).

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Dentro do Top 10, XRP e BNB registram as maiores valorizações, com altas de 6,4% e 5,9%, respectivamente. Já o Ether (ETH) tem alta de 3,8% e está cotado a US$ 1.623 (R$ 8.186).

Fed deve reduzir elevações nos juros

Embora o crescimento de 261.000 empregos sugira que o Fed deva manter os juros em alta para combater a inflação, alguns economistas não pensam assim.

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É o caso de Danny Blanchflower, professor de economia da Universidade de Dartmouth, que vê os dados com cautela.

Para Blanchflower, o mercado deve ficar atento a dois dados. Primeiro, o aumento da taxa de desemprego, que cresceu além das expectativas.

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Segundo, o declínio no mercado imobiliário, que perdeu 325 mil vagas de emprego.

“Agora estamos em uma posição de esperar que o Fed pise no freio, já que o mercado de trabalho está prestes a entrar em colapso. Os cortes nas taxas estão chegando”, disse o professor.

Por outro lado, os ganhos médios por hora subiram 0,4% em outubro contra as expectativas de 0,3%. Esse baixo nível sugere que a pressão inflacionária deve continuar. Mas taxa de participação da força de trabalho caiu para 62,2%.


Esse é um dado que o Fed gostaria de ver aumentar, pois uma queda pode atrapalhar o crescimento dos salários. Outro problema é que houve mais criação de empregos informais do que formais na economia. Na visão do presidente do Fed, o mercado de trabalho segue com problemas, apesar dos dados positivos.

“Embora as vagas de emprego tenham ficado abaixo de suas máximas e o ritmo de ganhos de empregos tenha desacelerado desde o início do ano, o mercado de trabalho continua desequilibrado, com a demanda excedendo substancialmente a oferta de trabalhadores disponíveis”, disse Jerome Powell.

Novo aumento de juros

Na quarta-feira (2), o Comitê Federal de Mercado Aberto dos EUA (FOMC) decidiu aumentar a taxa de juros em 0,75%, elevando-a para 4%. Foi o quarto aumento consecutivo dessa magnitude em 2022, mostrando o compromisso do Fed de desacelerar a inflação.

No entanto, tanto na declaração da reunião quanto na conferência de imprensa pós-reunião de Powell, o Fed indicou que está ponderando um ritmo mais lento de aumentos de taxas. Isso pode ocorrer na última reunião do ano, prevista para dezembro.

Em seu discurso após a decisão, Powell disse que está mais preocupado com o quão alto as taxas de juros precisam subir do que com o ritmo de aperto.

Ou seja, o presidente do Fed indica que a instituição tem um nível de juros que pretende alcançar antes de começar a reduzir as taxas.

“Enquanto mais altas estão a caminho, elas provavelmente serão menores a partir de agora”, disse Brian Coulton, economista-chefe da FitchRatings. “Dito isso, não há nada lá que sugira qualquer desejo de mudar para cortes de juros no final de 2023 – é mais provável que as taxas fiquem suspensas pelo resto do próximo ano.”

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