Argentina planeja congelar preços novamente, aponta Ministro da Economia

Ideia faria com que preços fossem controlados por meio de aplicativo

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Em meio a uma longa crise econômica devido a alta inflação no país, a Argentina pode estar se preparando para congelar mais uma vez os preços de 1,5 mil produtos. Os planos foram divulgados pelo ministro da economia do país, Sergio Massa.

As declarações de Massa foram dadas em entrevistas às rádios argentinas essa semana, quando o ministro detalhou o projeto estipulando datas e medidas que serão adotadas para controlar os preços dos produtos mais utilizados.

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Novo congelamento

A política de congelamento de preços já não é novidade na Argentina, em virtude das inúmeras propostas dessa natureza que foram adotadas nos últimos anos com o intuito de conter a inflação no país.

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O último congelamento no país vizinho, aconteceu em outubro do ano passado, quando o governo anunciou que iria proibir o aumento dos preços de mais de mil produtos até 7 de janeiro deste ano, com o intuito de frear a inflação.

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O novo congelamento planejado por Sergio Massa, prevê que até 1,5 mil produtos tenham o preço fixado e que sejam controlados por meio de um aplicativo que será criado exclusivamente para isso. A ideia do ministro com a criação do app “Mi Argentina” é que os argentinos consigam consultar o preço pelo celular e possam denunciar quem está praticando preços abusivos.

Caso a ideia seja aprovada nos próximos meses, o congelamento de preços entrará em vigor a partir de março do ano que vem, com previsão de durar 120 dias, ou seja, seis meses, com isso os preços ficariam congelados até dezembro de 2023. No total, cerca de 86% dos produtos mais comuns dos mercados seriam atingidos.

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Para chegar a um acordo sobre os preços destas mercadorias que envolvem alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, o secretário do Comércio, Matías Tombolini irá entrar em um acordo com as principais entidades do setor para que se possa chegar ao valor de cada produto.

De acordo com o ministro da economia, o ato de congelar os preços trará benefícios para os comerciantes, como o acesso ao mercado de câmbio, além de incentivos fiscais. No entanto, para quem praticar preços diferentes do acordado no congelamento, existirão multas que podem chegar até 240 milhões de pesos argentinos.

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Crise econômica na Argentina

Os recentes congelamentos de preços na Argentina a fim de conter a inflação não têm obtido muito êxito. O congelamento de outubro até janeiro deste ano tinha essa intenção, porém nos 12 meses do ano passado, o país registrou uma inflação acumulada superior aos 50%.

Neste ano, a crise continua e com a alta de 6,2% em setembro, a Argentina chegou a uma inflação de 83% no acumulado de 12 meses, chegando ao maior nível desde 1991 quando teve 84%. A expectativa para o país até dezembro é de que o país ultrapasse os 100,3% este ano, segundo a Pesquisa das Expectativas de Mercado, divulgada pelo Banco Central argentino.

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O número significaria um aumento de 5,3 p.p. com relação à última estimativa. Para 2023 é esperado que a inflação também fique acima da estimativa anterior, que era de 84,1%, chegando a 90,5%.

Acordo por dívida

Em meio a crise, o governo argentino anunciou na última sexta-feira (28), um acordo para pagar as dívidas do país com o Clube de Paris. De acordo com Massa, as pendências com o grupo de credores já somam US$ 2 bilhões.

O acordo prevê que a Argentina terá seis anos para pagar a dívida com o Clube de Paris, pagando uma taxa de juros de 3,9% ao ano. O negócio pode ajudar o país a desbloquear o financiamento internacional.

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