Analistas estimam prejuízo do Nubank (NUBR33) no terceiro trimestre de 2022

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O Nubank divulgará seu resultado financeiro do terceiro trimestre de 2022, no dia 14 de novembro, porém analistas dizem que a empresa pode apresentar uma linha final de prejuízo. A estimativa do Itaú BBA é de 176 milhões de reais de prejuízo, considerando um aumento de 140 NPLs, conhecido como taxas de crédito inadimplentes, do Nubank, em 6,8%.

Os analistas do Itaú BBA dizem. “Os investidores provavelmente ficarão desapontados com a alta contínua em NPLs no terceiro trimestre de 2022 (tanto em 15 e 90 dias e acima de 90 dias), apesar do recente tom esperançoso adotado pela administração”.

Os riscos de créditos

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Por mais que o Nubank tenha apresentado bons resultados em reuniões com o time de executivos, o risco de crédito já havia sido citado por alguns parceiros do banco. O BBA destacou que a qualidade dos ativos de crédito pode trazer alguns prejuízos à empresa.  

Uma exposição sobre a grande fatia de correntistas de baixa renda, fez com que aumentasse o risco de prejuízos do Nubank. Esse caso é bem semelhante ao do Bradesco (BBDC4), que perdeu o posto de um dos maiores bancos, por causa das concessões de crédito às pequenas empresas, deste modo o risco de inadimplência do banco digital pode aumentar, assim como o do Bradesco.  

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O Itaú BB disse que. “Também notamos diversos dias de interrupções nos sistemas/aplicativo do Nubank no Brasil desde o início do quarto trimestre de 2022, o que também deve machucar as estimativas para o fim de ano e o NPS”.

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David Vélez CEO do Nubank/Foto: Foto

O encontro do Nubank com os analistas 

Nos últimos dias, o analista BTG Pactual (BPAC11)  Eduardo Rosman, marcou um encontro com o CEO do Nubank, David Vélez, para analisar de perto a situação. O BTG afirmou que o encontro com David, despertou o interesse em aprender mais sobre o Nu. 

Eduardo Rosman disse. “Estamos aprendendo cada vez mais sobre o Nu, e essas reuniões definitivamente fazem a diferença. Nosso viés também continua melhorando, mas, por enquanto, permanecemos neutros”

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Por mais que o analista do BTG tenha afirmado que, apesar de querer manter a neutralidade sobre o resultado financeiro que será divulgado pelo Nubank, não discorda do banco em relação à tese de baixo custo dos analistas. 

Alguns analistas apontaram que, pode ser um problema o Nubank fornecer poucos custos aos correntistas, entretanto o analista do BTG disse que, em um ambiente de competição  acirrada, essa pode ser a chave para o sucesso em longo prazo.

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“Combinado com custos mais baixos devido a menos agências, isso deve aumentar o valor de mercado do setor financeiro local, o que significa que o pool (acordo temporário entre empresas) de lucros do setor bancário crescerá, beneficiando o Nubank”, pontuam alguns especialistas.

Representação do cliente utilizando os serviços do Nubank/Foto: Reprodução

O crescimento do Nubank 

Mesmo com as análises negativas do Nubank e a estimativa de prejuízos no resultado financeiro, a área de análise do banco apresentou alguns pilares que podem desenvolver o crescimento do banco. 

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O portal CAS do Nubank apresenta, um crescimento em NPS, que é uma forma das empresas se popularizarem através de seus clientes. O CTS (Ciência-Tecnologia-Sociedade), diz que embora o banco tenha 70 milhões de clientes, 10% do quadro de funcionários são incumbentes. 

O controle financeiro da companhia apresenta que, como o banco usa muito a ciência de dados, do ponto de vista de subscrição, o banco pode oferecer muitas oportunidades de crédito e custos muito mais baixos, deste modo atraindo mais a atenção do público.  

O documento financeiro CFO (Chief Financial Officer) apresenta que o Nubank, possui um número alto de financiamentos, portanto teve que rejeitar vários clientes nos primeiro dia, para evitar uma seleção adversas negativa.

O desempenho do Nubank no mercado financeiro

A estimativa de um prejuízo do Nubank feita pelos analistas, vem através do desempenho do Banco no mercado financeiro. As ações da empresa na bolsa de valores de Nova Iorque, tiveram uma queda de 17% nos últimos 30 dias. Desde o IPO, a oferta pública inicial, os papéis da fintech caem mais de 62%.

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