Amazon (AMZO34) sofre queda nas ações após divulgar projeção de vendas abaixo do esperado

O balanço trimestral aponta queda de 9% em relação ao ano anterior

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As ações da Amazon.com (AMZO34), sofreram uma queda considerável de quase 10% durante a tarde desta sexta-feira (28). O fato aconteceu após a varejista de comércio on-line divulgar sua previsão de vendas para o quarto trimestre de 2022 abaixo das estimativas de Wall Street (firmas de investimento), levando-a a quase perder o seu lugar no ranking das empresas trilionárias.

Às 13h22, as ações da companhia de e-commerce desabavam 10,2%, cotadas a US$ 99,55. Mais cedo, elas já tinham recuado até US$ 96,77, sendo negociadas no menor nível desde março de 2020.

Previsão dos analistas

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“Apesar da aceleração das receitas, a ação da Amazon é pressionada pelo mercado por conta das estimativas abaixo do esperado. A eficiência ainda não voltou ao negócio de comércio eletrônico”, disse Ben Barringer, analista da Quilter Cheviot.

Os analistas temem que fatores macroeconômicos, incluindo um dólar forte, continuem a atingir a Amazon no curto prazo, mas no longo prazo a companhia deve ser capaz de se recuperar.

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O segmento de serviços de computação em nuvem tem apresentado crescimento alto e sustentado nas empresas de tecnologia, embora os resultados apresentados pela Microsoft (MSFT), Amazon, e Intel (INTC) nesta semana, apontem para investimentos mais baixos de clientes, à medida que os custos aumentam.

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Crescimento da Multinacional

Contrariando o cenário atual, no ano de 2020, a Amazon teve uma receita de $386.1 bilhões, a maior em toda a história da empresa. Nos últimos anos, a Big Tech fez várias aquisições estratégicas para o seu modelo de negócio, impulsionando várias avenidas de crescimento.

A companhia se concentra no e-commerce, computação em nuvem, streaming e inteligência artificial. É considerada uma das cinco grandes empresas de tecnologia, juntamente com Google, Apple, Microsoft e Facebook.

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Gráfico balanço/Foto: Reprodução

Balanço trimestral da Amazon

Em seu balanço trimestral, a companhia apresentou um lucro líquido de US$ 2,87 bilhões (R4 15,33 bilhões, na cotação atual) no 3º trimestre de 2022. O resultado representa uma queda de 9% em relação ao mesmo período de 2021.

A receita líquida da big tech foi de US$127,10 bilhões (R$678,80 bilhões, na cotação atual), alta de 14,7% na comparação interanual. 

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Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa caíram 18,9% no pós-mercado de Nova York (Estados Unidos).

O CEO da Amazon, Andy Jassy, disse que “há obviamente muita coisa acontecendo no ambiente macroeconômico” e destacou que a empresa irá equilibrar investimentos para ser mais “racionalizada”.  

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“Há obviamente muita coisa acontecendo no ambiente macroeconômico, e nós vamos equilibrar os nossos investimentos para sermos mais racionalizados sem comprometer as nossas principais apostas estratégicas a longo prazo”, afirmou.

A Amazon possui uma projeção de vendas líquidas entre US$140 bilhões e US$148 bilhões para o 4ºsemestre de 2022, este cenário representa uma alta de 2% a 8% em relação ao mesmo período de 2021. 

Ibovespa hoje

Acompanhando o movimento da bolsa de valores pelo lado corporativo, depois dos últimos resultados da Vale (VALE3), investidores estarão de olho no balanço da Usiminas, antes da abertura dos mercados.

O Ibovespa cessou a sequência de sessões fechando no vermelho na semana e avançou 1,66%, no penúltimo pregão antes do segundo turno da eleição presidencial no país.

O índice chegou a subir 3% após a publicação de uma carta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual primeiro colocado nas pesquisas para presidente, na qual ele se compromete a ser responsável fiscalmente em um eventual novo governo. Porém, depois do ânimo, a leitura do mercado foi que a carta não trouxe tantas novidades, e o Ibovespa perdeu ímpeto. 

Após uma semana de altos e baixos no mercado, a dois dias do segundo turno das eleições e no último pregão antes do segundo turno, as atenções se voltam para as expectativas sobre o debate presidencial entre o ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro na TV.

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